A Umbanda, por ser um canal aberto de entrechoques vibratórios com o Astral inferior, implica maiores obstáculos aos médiuns.
A prática mediúnica umbandista tem de ser continuada por longo tempo, sem interrupções, e trilhada com reverência e devoção esmerada. A lide umbandista parece fascinante a princípio, e o neófito anseia por ter logo o "seu" caboclo e preto velho. Na verdade, da multidão que ingressa constantemente nas frentes de trabalho da Divina Luz apenas uma microscópica minoria está apta a perseverar e progredir.
A grande maioria dos aspirantes logo enjoa do ritual, não se motiva mais a colocar o uniforme branco e se impacienta com a demora para ser aceita como médium "pronto". Muitos acabam desistindo por completo ou mantendo as aparências, com o objetivo de só se beneficiar dos trabalhos, almejando a melhora milagreira das condições de existência diante da difícil e "injusta" vida.
Fora poucos, a grande maioria não apresenta maturidade espiritual para continuar na verdadeira Umbanda, e muitos acabam por buscar locais em que o mediunismo apresenta resultados mais rápidos.
O mundo e os objetivos pessoais que movem esses cidadãos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício altruístico que a Umbanda impõe a todos.
(livro A Missão da Umbanda)

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