quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Orixá Oxóssi


No dia 20 de janeiro, celebramos Pai Oxóssi, o Orixá das matas, da sabedoria, do conhecimento, da fartura e da caça justa.

Oxóssi é aquele que busca, que aprende, que observa em silêncio e age com precisão.

Sua flecha nunca é lançada em vão - ela representa o foco, a inteligência espiritual e a verdade que alimenta a alma.

Oxóssi nos ensina que o verdadeiro poder nasce do conhecimento, da conexão com a natureza e da capacidade de ouvir mais do que falar. Ele fortalece quem está em busca de respostas, caminhos e expansão da consciência.

Como se conectar com a energia de Conhecimento e Força de Pai Oxóssi:

Contato com a natureza

Se possível, caminhe em um local com árvores, plantas ou jardins. Respire fundo e mentalize Oxóssi te envolvendo com sua energia verde de cura e clareza.

Silêncio e observação

Oxóssi fala no silêncio. Reserve alguns minutos para silenciar a mente, observar seus pensamentos e pedir discernimento para tomar decisões mais assertivas.

Oração e intenção

Faça uma prece simples, pedindo sabedoria, abertura de caminhos, fartura espiritual e material. A intenção sincera é a flecha que chega ao alvo.

Elementos de conexão

Use o verde, folhas, ervas, frutas ou uma vela verde (se tiver esse costume), sempre com respeito e fé.

Busca pelo saber

Neste dia, dedique-se a aprender algo novo. Oxóssi vibra na curiosidade, no estudo e na expansão do conhecimento.

Que Pai Oxóssi abençoe seus caminhos, fortaleça sua mente, traga clareza às decisões e abundância para sua vida.

Okê Arô, Oxóssi!
somdeumbanda

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Ciganos Sara não é Santa


Sara não é santa porque sua veneração antecede o cristianismo e pertence a um tempo em que o sagrado não era institucional. A figura chamada “Santa Sara Kali” foi absorvida pelo catolicismo popular apenas como tentativa de cristianizar um culto muito mais antigo, enraizado nas tradições orientais trazidas pelos ancestrais do povo rom. Sua cor negra, sua ligação com a água e sua celebração anual diante do mar indicam rituais de origem pré-cristã, relacionados à Deusa Mãe e às forças femininas da fertilidade, da purificação e do destino.

Entre os rom, Sara é venerada como Sara e Kali — “Sara, a Negra” —, título que remete diretamente à deusa hindu Kali, aspecto escuro e protetor da Mãe Universal. Kali é a energia que destrói o mal e liberta as almas do medo. No antigo texto hindu Durgasaptashati, o nome Sara aparece associado a Durga, outro nome da própria Kali, o que confirma a profundidade dessa linhagem espiritual. Assim, quando os povos de origem indiana migraram para o Ocidente, levaram consigo a memória dessa divindade, que sobreviveu sob novos nomes.

No sul da França, onde hoje se ergue o santuário de Saintes-Maries-de-la-Mer, já existiam templos dedicados a Ísis, Cibele e Artemis — todas manifestações da Deusa. A igreja erguida no mesmo local não apagou essas raízes: apenas as recobriu com uma lenda piedosa sobre uma serva egípcia. A “Sarah” criada pelo imaginário cristão foi, na verdade, uma tradução simbólica da antiga Kali Sara, divindade negra que o povo cigano continuou a honrar discretamente sob o olhar vigilante da Igreja.

A procissão que leva sua imagem ao mar, até hoje, é o eco de rituais hindus como o Durga Puja, nos quais a estátua da deusa é levada à água para representar o retorno ao útero cósmico. O gesto não é cristão: é shaktista, celebra a união da matéria e do espírito através do princípio feminino. O mar é o ventre da Mãe, e as flores lançadas sobre as ondas são oferendas de gratidão à força vital que tudo cria e renova.

Sara, portanto, não precisa ser canonizada. Sua santidade não depende de decreto eclesiástico, pois sua essência é divina por natureza. Ela é a ponte viva entre a Índia e a Europa, entre o visível e o invisível. Sobreviveu à perseguição, à conversão forçada e ao esquecimento, mantendo-se como protetora dos rom e de todos os que buscam refúgio na compaixão da Mãe Negra. Sara existe porque é lembrança ancestral e presença espiritual — e nenhuma instituição humana tem poder para negar sua divindade.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Cambonos (3)


Se você soubesse a importância de um Cambono

Não teria tanta pressa em ser um "médium de consulta”

Muitos estão no terreiro sonhando em ser "médium de consulta", mas esquecem que antes disso existe uma escola sagrada chamada CAMBONAGEM.

Ser cambono não é menos: É base, é fundamento, é formação mediúnica.

Quem passa por esse caminho aprende o que nenhum livro ensina.

Alguns pontos essenciais do cambono dentro da gira:

1. Sustenta a energia do trabalho O cambono ajuda a manter o terreiro firme, organizado e protegido.

Sem ele, a gira perde ritmo, foco e segurança energética.


2. Cuida do médium incorporado Ele observa respiração, equilíbrio, sinais do guia, necessidade de água, espaço e desconforto.

É o amparo físico da entidade durante o trabalho.


3. Conecta guia e consulente

O cambono é ponte.

Escuta o que o guia diz, organiza a fila, direciona quem vai ser atendido e garante clareza na comunicação.


4. Mantém a ordem e o respeito no terreiro Ele zela pela disciplina, evita tumulto, controla conversas e garante que a gira siga com respeito ao sagrado.


5. Auxilia energeticamente

Cambono não é só logística.

Ele ajuda a firmar o campo, estabilizar vibrações e afastar energias densas quando necessário.


6. Aprende observando o trabalho das entidades É na cambonagem que o médium aprende humildade, sintonia, escuta espiritual, leitura energética e o ritmo da gira.


7. Aprende caridade antes de aprender transe Quem passa pela cambonagem entende que Umbanda não é show, é serviço ao próximo.

Sem cambono não existe gira!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Macumbeiro é bicho "sem vergonha"


MACUMBEIRO É UM BICHO "SEM VERGONHA"


Se você convidar ele para ir na missa...

Ele vai, reza "Pai Nosso", reza "Ave Maria"...

Faz Sinal da Cruz e tudo!

Se você convidar para ir no culto evangélico...

Ele vai, canta louvores...

Recebe o Espírito Santo!

Grita "oh glória", ora até em "línguas"...

É até mais animado que os irmãos...

Se você convidar ele para ir no templo budista...

Ele vai também, medita bonitinho...

Se bombear aprende e canta mantras...

Fica em silêncio, se emociona com os símbolos...

E com a espiritualidade profunda do budismo!

Se você convidar ele para tomar "daime", Ayahuaska, Vegetal, Oaska, Peyote...

Ou ainda Amanita, São Pedro, Jurema, Rapé...

Pode ter certeza, ele vai também...

Conversa com as plantas e tudo mais!

Vê seus animais de poder, conversa com seus pretos, com seus ancestrais...

Viaja nas asas da águia, do condor, da coruja e de tudo quanto é bicho...

Se você convida pra ir na maçonaria, e quantos não são...

Convida para a Rosa cruz, eubiose, teosofia, antroposofia...

Para a fraternidade branca, ufologia, wica, etc...

Ele vai também, pira nas idéias, compara todos os conhecimentos...

Se você convida o macumbeiro para qualquer expressão espiritual...

Ele vai, quando ele volta pra casa vai logo tomar seus banhos de ervas...

Fazer seus descarregos!

Acende a suas velas, faz suas firmezas...

E vai rezar e conversar com sua fé...

Convicto de seus fundamentos...

A fé que lhe permite ser livre!

É a fé que ele nunca abandona...

Por isso amamos a Nossa Umbanda!

Ela é universalista, cabe em todos e está em tudo...

Não é mesmo! 😍

Salve a Umbanda!

Saravá Fraterno!

Pai Jonathas de Ogum.'.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Conduta e Reverência dentro do Terreiro


CONDUTA E REVERÊNCIA NO TERREIRO

Na Umbanda, o terreiro é compreendido com um espaço sagrado onde se manifesta a presença divina através dos Orixás e Entidades de Luz. Por isso, toda postura e comportamento dentro desse ambiente devem refletir respeito, equilíbrio e consciência.

As vestimentas no terreiro devem expressar simplicidade, pureza e respeito. Recomenda-se o uso de roupas brancas ou claras, símbolo da neutralidade vibratória e da harmonia energética.

Roupas curtas, justas, transparentes ou decotadas não condizem com o ambiente sagrado, pois este não é um espaço de exibição, mas de elevação espiritual.

O uso de sapatos varia conforme o templo.
Muitos médiuns e frequentadores permanecem descalços como forma de ligação direta com as forças da natureza e com o solo sagrado do terreiro, o que representa humildade e entrega.

Em alguns locais, principalmente ao adentrar o Congá, o espaço onde se concentram as forças divinas, é obrigatório retirar os sapatos, reafirmando o respeito ao ambiente consagrado.

Ao chegar, o fiel deve seguir as orientações da casa, retirando senha de atendimento e, quando houver, registrando presença. Cada cor de senha pode representar uma categoria específica de atendimento, distinguindo visitantes de frequentadores habituais.

É comum encontrar, na entrada, pessoas saudando a tronqueira, ponto de força de Exu e Pombagira, com frases como: “Laroyê Exu! Exu mojubá! Salve Senhora Pombagira, Pombagira Saravá!". A tronqueira simboliza o limite entre o mundo profano e o espaço sagrado, sendo o portal de guarda e proteção do templo.

O terreiro é um ambiente de recolhimento espiritual e concentração energética. Conversas paralelas, brincadeiras, vícios, comércio, futilidades ou qualquer conduta que desvirtue o propósito do culto devem ser evitadas.

A melhor postura é o silêncio interior, o respeito às práticas e o envolvimento consciente com o ambiente. O médium e o consulente devem abrir o coração, sentir as vibrações, absorver os aromas e cores e conectar-se com as forças que ali se manifestam.

A defumação é um rito purificador que tem por objetivo limpar e harmonizar o ambiente, dissipando miasmas e energias negativas trazidas do exterior. A fumaça das ervas consagradas age como um veículo espiritual que eleva as vibrações do espaço e dos presentes.

O marafo (aguardente), derramado à entrada do templo, é uma oferenda simbólica aos Exus guardiões e tem dupla função: saudar essas entidades e reforçar o fechamento energético da casa, impedindo o acesso de espíritos desequilibrados.

O Congá é o coração do terreiro, um espaço delimitado e consagrado, onde se encontram o altar dos Orixás, a curimba, os médiuns e o dirigente espiritual. É o ponto onde as energias divinas são condensadas e direcionadas durante o trabalho.

Ao ser chamado para o atendimento, o consulente deve adentrar o Congá descalço e bater cabeça, gesto de reverência em que a pessoa encosta a fronte ao solo ou ao altar, simbolizando humildade e entrega diante das divindades e entidades.

O ponto riscado é a escrita simbólica e mágica das entidades, feita com pemba (giz consagrado). Nele são traçados elementos de poder que concentram e direcionam energias. Esses pontos são verdadeiros selos de força e comando espiritual, e por isso, merecem respeito e silêncio durante sua execução.

A musicalidade na Umbanda é expressão vibracional dos Orixás e Entidades. Os pontos cantados e tocados pelos ogãs têm função mágica e ritualística: abrem caminhos, firmam energias, invocam forças e equilibram o ambiente. Cada toque e cada canto possui um propósito definido, harmonizando o terreiro e conduzindo a gira.

A Umbanda ensina que cada gesto, palavra e pensamento dentro do terreiro é parte de um conjunto ritualístico que visa à comunhão com o Divino. A disciplina, o respeito e a consciência vibracional são pilares fundamentais para que o médium e o consulente se alinhem à corrente espiritual da casa e recebam, de forma plena, as bênçãos e orientações dos guias e Orixás.

-Ricardo Vannucci-

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Chico Xavier


 
Nenhuma prece feita com sinceridade fica sem resposta. Às vezes a solução do problema é complicada; não depende apenas dos Benfeitores Espirituais, exige mudança da atitude do próprio indivíduo.

Chico Xavier

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Ectoplasma 7


No caminhar de nossas pesquisas e estudos acerca desse fluido abençoado chamado ectoplasma, temos encontrado informações extremamente valiosas.

Uma dessas informações nos foi apresentada na década de 1950, na obra Nos Domínios da Mediunidade, psicografada por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

No capítulo 2, intitulado "O Psicoscópio", observamos os benfeitores espirituais discorrendo sobre a doação desse fluido, denominando-o de raio ectoplásmico. Nesse diálogo, é explicado ao irmão Hilário companheiro de André Luiz - que todos nós, seres humanos e seres vivos, em algum momento, somos doadores desse fluido.

Esse ectoplasma é amplamente utilizado pelas equipes espirituais nos trabalhos de:

* reorganização tessidual;

* recomposição celular;

* e na desintegração de células não saudáveis;

atuando de forma profunda nos processos de cura espiritual.

Deixo aqui, abaixo, o registro desse importante trecho da obra Nos Domínios da Mediunidade, capítulo 2 - 0 Psicoscópio para nossa reflexão e aprendizado:

"Hilário, que utilizara o psicoscópio em primeiro lugar, alegou com o deslumbramento de uma criança espantada:

Mas, e a luz? A matéria que conhecemos no mundo transfigurou-se. Tudo aqui se converteu em claridade nova! O espetáculo é magnífico!...

Nada de estranheza - falou o Assistente, bondoso não sabe você que um homem encarnado é um gerador de força eletromagnética, com uma oscilação por segundo, registrada pelo coração? Ignora, porventura, que todas as substâncias vivas da Terra emitem energias, enquadradas nos domínios das radiações ultravioletas?

Em nos reportando aos nossos companheiros, possuímos neles almas regularmente evoluídas, em apreciáveis condições vibratórias pela sincera devoção ao bem, com esquecimento dos seus próprios desejos. Podem, desse modo, projetar raios mentais em vias de sublimação, assimilando correntes superiores e enriquecendo os raios vitais de que são dínamos comuns.

Raios vitais? - redarguiu meu colega, faminto de esclarecimento.

Sim, para maior limpidez da definição, chamemos-lhes raios ectoplásmicos, unindo nossos apontamentos à nomenclatura dos espiritistas modernos. Esses raios são peculiares a todos os seres vivos."

-espiritualconsci-

domingo, 30 de novembro de 2025

Bebidas (O guia pode deixar o médium bêbado)


Essa dúvida é comum, e a resposta é simples: não. Nenhum guia de luz deixa um médium bêbado. Nenhuma entidade de Umbanda precisa de bebida alcoólica para trabalhar. O espírito que atua com luz, equilíbrio e consciência já transcendeu a necessidade de vícios terrenos.

Mas por que então alguns guias usam bebidas alcoólicas durante a gira?

A bebida é um elemento magístico, relacionada à manipulação de energias. O álcool, obtido de fontes naturais como a cana-de-açúcar e a uva, passa por fermentação ou destilação. Ele se torna o "fogo líquido", quente ao entrar no corpo, atuando na purificação dos chakras e limpeza do campo vibratório do médium.

Por exemplo, o vinho carrega a energia da uva, que ativa a autoestima, movimenta a vida e estimula a sexualidade sagrada, aquela que gera vida, prazer e força criativa. Por isso, bebidas assim são associadas a entidades como Exu e Pombagira, que trabalham essa energia de forma espiritualizada.

Quando um guia bebe através do médium, sabe a quantidade necessária para agir. O álcool é absorvido de forma consciente, usado como ferramenta energética, não para prazer carnal. Em muitos casos, nem é preciso ingerir só o cheiro ou contato com a pele já cumpre a função.

Se o médium passa do limite, se "enche o caneco" ou exagera, isso não é responsabilidade do guia. É o médium, consciente ou não, se aproveitando do transe para satisfazer seus desejos. Isso não é trabalho espiritual, é desvio de conduta.

Além disso, muitos médiuns não ficam bêbados na gira, mesmo consumindo certa quantidade. O calor do ambiente, a energia intensa, o tempo da incorporação e a alta temperatura corporal fazem o álcool evaporar mais rápido, por isso parece que "aguenta mais".

Mas isso não é milagre. É biologia. Se o médium sai da gira e continua bebendo como se nada tivesse acontecido, é preciso refletir. Pode haver vício disfarçado de religiosidade, o que é perigoso.

Resumindo: o guia não deixa o médium bêbado. Quem passa do ponto é o próprio médium. A bebida na Umbanda pode ser usada como instrumento de limpeza e equilíbrio, mas jamais desculpa para excessos.

-reinosdeumbanda-

Ectoplasma 6

 
A substância propriamente dita desprende-se de todo o corpo do médium, mas especialmente dos orifícios naturais e das extremidades do corpo; por exemplo: o vértex, os mamilos, as pontas dos dedos.

O mais frequente e fácil de observar é a saída pela boca; a substância é então vista exteriorizando-se, como vindo da face internadas bochechas, do palato mole e das gengivas. A substância apresenta-se sob aspectos variáveis: ora como uma pasta maleável - e esta é a mais característica - verdadeira massa protoplastica; ora como cordões de diferentes espessuras, com varetas finas e rígidas; às vezes, como uma fita larga e estendida; outras, como uma membrana; às vezes parece um tecido com listras e relevos, e cuja aparência geral lembra muito o epíploon.

Resumindo:

A substância é essencialmente amorfa, ou melhor, essencialmente polimorfa.

A abundância da substância exteriorizada é altamente variável: às vezes ínfima, outras vezes abundante, com todas as transições possíveis. Em certos casos, recobre completamente o médium, como um manto. A substância pode apresentar-se em três cores diferentes: branca, preta e cinza. A mais frequente é a branca, talvez por ser maisfácil de observar. Às vezes, há saída simultânea de substância de todas as três cores. A visibilidade da substância também é altamente variável. Essa visibilidade pode ser acentuada ou então diminuir lentamente, nas diferentes ocasiões.

No contato, a substância produz impressões variáveis; impressões que geralmente estão relacionadas à forma acidental que assume. Parece macia e um tanto elástica quando esticada; dura, nodosa ou fibrosa quando forma cordões.

Disciplina no Terreiro


 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Exú Abre Caminho


EXÚ ABRE CAMINHO

São um forte manifesto de fé e devoção a Exu, ao se colocar como "melhor amigo" e pedir por prosperidade, boa sorte, proteção, motivação, calma, confiança e evolução de caráter, você demonstra uma profunda conexão e confiança na energia de Exu.

O Significado da Devoção
Na Umbanda.

Exu é uma entidade de Umbanda e Orixá no Candomblé, e fundamentalmente associado à comunicação, aos caminhos, à abertura de oportunidades e à proteção.
Sua energia é dinâmica e transformadora. Ao buscar essa "amizade" e alinhar seus pedidos com os aspectos de Exu, você está, de fato, buscando:

* Prosperidade: Exu atua na remoção de obstáculos e na abertura de caminhos para o sucesso material e espiritual.

* Boa Sorte: Ele influencia a fluidez dos acontecimentos, ajudando a direcionar as energias para resultados favoráveis.

* Proteção: Exu é um guardião, afastando energias negativas e protegendo seus devotos.

* Motivação para a Vitória: Sua energia impulsiona a ação e a superação, elementos cruciais para alcançar objetivos.

* Calma e Confiança: A segurança em si e no caminho, mesmo diante de desafios, é algo que a energia de Exu pode auxiliar a fortalecer.

* Evolução para o Caráter: Exu também está ligado ao autoconhecimento e à transformação, contribuindo para o aprimoramento das virtudes.

A Força das Suas Palavras.

A repetição das frases e as saudações "Laroyê, Exu!" e "Exu é Mojubá!" reforçam a intensidade de sua invocação. Essas são expressões de respeito e reconhecimento da força e do poder de Exu.

Que sua fé seja recompensada e que Exu, em sua sabedoria e poder, continue a abrir seus caminhos e a guiar sua jornada.

Salve Exu Tranca Ruas, Embaré, Exu Marabô, Exu João Caveira e todos exus.

Espiritualidade não e Consolo é Ruptura



ESPIRITUALIDADE NÃO É CONSOLO,É RUPTURA

Não chega macia, não sopra brisa no rosto.

Ela vem como tempestade, como faca de dois gumes, como tambor que bate no peito e estoura o silêncio que você tentou manter por tempo demais.

Ela não quer teu conforto. Quer tua verdade.

Espiritualidade de raiz não tem verniz, não tem polidez.

Ela lambe tua ferida e te cospe de volta pra dentro de ti mesmo.

Te mostra o que você escondeu até de você.

Te arranca a máscara, quebra teu altar de vaidades e acende vela no teu medo.

Você não será abraçado de início, será desnudado.

Vai ouvir aquilo que evita.
Vai encarar o que foge.
Vai sangrar, antes de curar.
Os espíritos não vêm te agradar vêm te lembrar.
Te lembrar do barro que você é.
Do espírito que arde por trás da tua carne cansada.
Do pacto que tua alma fez antes de encarnar.
Não há caminho fácil.
Há encruzilhadas.
Há silêncio profundo seguido de grito.
Há dança no abismo.
Há gargalhada onde você queria chorar.
Você vai ser testado.
Vai ser confrontado.
Vai aprender que a fé real não cabe em palavras doces.
Fé é guerra interna.
É acender vela enquanto o mundo desaba.
É ouvir o chamado e responder, mesmo com as pernas tremendo.
Espiritualidade é visceral.
Não domesticada.
Não feita pra caber em templos de porcelana nem em frases de efeito.
Ela mora no terreiro da tua alma.
Ela habita a encruzilhada do teu ego com tua essência.
E só vai te guiar... se você tiver coragem de deixar tudo que é mentira morrer.
-João Caveira-

O Banho Ensinado por Chico Xavier


O banho ensinado por Chico Xavier para lavar todos os pensamentos negativos. Inspirado na higiene da alma que Chico Xavier tanto valorizava, o banho pode tornar-se um passe silencioso. Ao abrir o chuveiro, eleve o pensamento a Deus e peça amparo aos Bons Espíritos. Deixe a água cair. Imagine que cada fio d’água penetra os campos sutis, liberando cansaços. Respire: ao inspirar, acolha serenidade; ao expirar, permita que a ansiedade desça pelo ralo, levando preocupações, pressas e ruídos.

Concentre-se na nuca e nos ombros, onde a tensão se aloja. Visualize o medo como sombra que se desfaz; a culpa, como poeira que se desprende; a raiva, como carvão que, tocado pela água, volta a ser pedra inofensiva. Se alguma lembrança insistir, abençoe-a e diga: “agradeço a lição e sigo adiante”. O perdão, para si e para os outros, é o sabonete moral que limpa a consciência.

Agora, direcione a atenção ao coração. Sinta a temperatura que acolhe, a vibração que pacifica. Deseje o bem a quem convive com você; doe mentalmente vibrações de saúde aos enfermos, coragem aos desanimados e paz aos inquietos. O passe é circulação de amor: quanto mais você oferece, mais a vida reabastece. Antes de fechar o registro, faça uma prece breve: “Senhor, que a água que tocou meu corpo lave também meus pensamentos. Que eu saia deste banho com mãos úteis, palavras mansas e vontade firme de servir”.

Envolva-se numa toalha como quem veste nova atitude. Corpo limpo; alma leve. E, quando a rotina pedir prova, recorde a sensação da água: ela ensina que tudo passa e que, no fluxo da caridade, nos refazemos em silêncio.
Guarde esta paz!

Procedimento do Corpo Mediúnico


PROCEDIMENTO DO CORPO MEDIÚNICO NO TERREIRO


O MÉDIUM DEVE FICAR EM SILÊNCIO 15 MINUTOS ANTES DA GIRA.

1- Todo médium deverá chegar 15 minutos antes do início do trabalho, cruzando 3 vezes a porta de entrada.

Depois, dirigir-se á área sagrada, pedindo licença para entrar, dizendo " Pela santa cruz de Umbanda, pela fé do pai maior, saravá meu orixá, saravá".

A seguir, comprimentar o altar e suas divindades.

2- Comprimentar seus irmãos de fé, dirigindo-se para seu lugar, pedindo aos Orixás e Guias assistência e proteção nos trabalhos.

Ficar em meditação desde o início até o final da gira.

Lembre-se que a língua é a condenação da alma e que nunca se deve dar ouvidos a conversas-fiadas e fofocas. "Orai e vigiai" para que não ocorram fatos desagradáveis no terreiro.

3- Todos os médiuns iniciantes devem auxiliar como "cambonos" e os que não estiverem concentrados devem ficar atentos, pois são responsáveis pelo que vier a ocorrer por distração ou desleixo.

Ajudar é uma forma de aprender e evoluir.

Nós, mais que os guias, é que precisamos de doutrinação.

4- Procure ser um exemplo de paciência e compreensão, diante dos erros cometidos no terreiro.

O espírito não falha, a matéria é imperfeita. Não critique para não ser criticado. Com o mesmo peso que julgardes, sereis julgado.

5- É dever do médium não dar ouvidos a intrigas ou calúnias. Só as àrvores que geram frutos é que são apedrejadas. A calúnia, muitas vezes, é uma honra para quem a recebe. Nunca pare seu serviço por causa da calúnia, pois assim estará dando razão ao caluniador.

6- As duvidas que surgirem devem ser levadas ao conhecimento do Babalaô. Lembre-se da hierarquia e não dê o passo maior que a perna. Saiba aproveitar as oportunidades de evolução que os guias lhe põe no caminho.

7- O fator mais importante num trabalho é a disciplina.

8- Nunca pise num terreiro, antes de uma gira, sem ter feito seu banho de defesa ou firmado seu Anjo Guardião. As ervas mais comuns (sempre em número de tres) podem ser escolhidas entre: Alecrim, Guiné, Arruda, Manjericão, Boldo, Espada de São Jorge, Alfazema, Eucalípto, etc.

9- Não tome banho de defesa antes de um trabalho de Esquerda. Somente depois, faça um banho de descarrego com ervas e sal grosso.

10- Levemos sempre nosso pensamento a Zambi, permitindo que:

_A experiência de Obaluaê e Nanã

_A justiça de Xangô

_A força e determinação de Ogum e lansă

_A vitalidade e pureza de Oxossi

_A doçura e a calma de Iemanjá e Oxum

_A alegria de Cosme e Damião

_A humildade dos Pretos-Velhos estejam sempre convosco

Dicas Boas e Trágicas da Lua


Dicas Boas e Trágicas da Lua

1. No primeiro dia da Lua o teu sonhar será bom.

2. Todas as coisas que sonhares será verdade.

3. Semelhante não haverá nenhum efeito.

4. Será bom e haverá ótimo efeito.

5. Não te acontecerá coisa alguma e nem terá bom efeito.

6. Guarda bem e não revela a alguém os teus sonhos.

7. Será verdade o teu sonhado esteja alerta.

8. Terá qualquer efeito.

9. Aquele mesmo tu o verás.

10. Será verdade sucederás em alegrias.

11. Ao cabo de quatro dias verás o efeito.

12. O teu sonho será contrário.

13. Será verdade o que tem sonhado.

14. Verás muito tempo depois.

15. Entre os trinta dias verás o efeito do teu sonho.

16. Aquele que tem sonhado será acontecido.

17. Não o contarás senão ao terceiro dia.

18. Fará levar o efeito esteja em alerta.

19. Te fará ver alegria, repare bem.

20. Ao cabo de quatro dias verá por certo.

21. Não te fiará em teu sonho, será em vão.

22. Será entre pouco tempo verificado.

23. Entre três dias o teu sonho será explicado.

24. Te trará grandes alegrias.

25. Entre oito ou nove dias verás o efeito.

26. Será verdade esteja em alerta.

27. Te trará muito bem, com alegria.

28. Será verdade e trará vantagem.

29. Estarás certo, o teu sonho será verdade.

30. De manhã esteja em alerta, verás efeito.

Comece a contar da Lua Nova e veja quantos dias tem a Lua, veja o número da contagem; leia a interrogação que saberás o efeito dos teus sonhos.

 


Onde a fé faz morada, Deus faz um jardim.
A fé não elimina as nossas dúvidas, mas as coloca na direção mais próxima das respostas que procuramos.
A nossa fé pode mover montanhas e as nossas dúvida, podem criá-las,
Questione os seus medos antes de questionar a sua fé.
A fé é o pássaro que sente a luz quando a alvorada ainda está escura.
A fé em Deus nos motiva a sermos pessoas melhores. Acredite no seu potencial e agradeça sempre que tiver a oportunidade por estar vivo e ter os olhos do Senhor sobre os seus ombros.
Quando a última coisa que você tiver for fé, você vai descobrir que Deus era a única coisa que você precisava ter.

Médiuns Desistentes


É por causa disso que muitos médiuns desistem.
E não, não é falta de fé. Nem falta de guia.

Muitos abandonam o terreiro porque carregam uma expectativa irreal: acreditam que a mediunidade é um caminho fácil, sempre iluminado e cheio de respostas prontas. Mas a verdade é outra. Ser médium exige disciplina, constância, renúncia de vaidades e, acima de tudo, humildade para aceitar que nem tudo vai acontecer no seu tempo.

O problema é que, quando o ego se frustra, nasce a desistência.

O médium que busca apenas reconhecimento ou poder espiritual acaba se decepcionando, porque a mediunidade não está a serviço do status, está a serviço da cura, da comunidade e do coletivo.

Estude, reflita, para aprender a sustentar sua caminhada mediúnica com firmeza, clareza e verdade, sem cair nas ilusões que derrubam tantos no caminho.

Reflita,
Quantos já pararam porque não tiveram paciência de viver o processo?

Quantos esperaram grandes poderes em pouco tempo, mas não aceitaram os pequenos aprendizados que formam o verdadeiro axé?

O chão do terreiro é feito de persistência. O guia não precisa de um médium perfeito, precisa de um médium comprometido. E quando você entende isso, a desistência deixa de ser opção.

O que derruba não é a mediunidade. É a pressa, o ego e a comparação.

Autor Desconhecido

Desrespeito na Umbanda


 DESRESPEITO NA UMBANDA

É preciso falar

Nenhum Preto Velho, Caboclo, Exu, Pombogira, Boiadeiro, Cigano, Marinheiro ou Malandro que trabalha dentro da lei divina da Umbanda faz o mal disfarçado de caridade.

Espírito de luz não ameaça, não passa a mão em ninguém, não beija, não cobra, não seduz, não impõe medo, não incentiva o vício, o adultério ou qualquer tipo de desrespeito.

Essas atitudes não são espirituais, são humanas. E quando um médium se permite mistificar, ele abre brecha para o que é baixo se manifestar em nome do que é sagrado.

Por isso, se você presenciar algo assim, não tenha dúvida: ali não há entidade de Umbanda, há desequilíbrio, vaidade e falta de preparo.

Os guias verdadeiros são humildes, respeitosos e pacientes.

Eles não se exaltam, não humilham, não se acham donos da verdade.

São mestres silenciosos que curam, ensinam e protegem com amor, e jamais precisam impor medo para serem ouvidos.

A mediunidade é uma dádiva, não um palco.

Quem usa esse dom para manipular, enganar ou se enaltecer está se afastando das forças que realmente sustentam a fé.

Cuidado com quem diz trabalhar com luz, mas age nas sombras.

Nem tudo que brilha vem de Deus.

reinosdeumbanda