quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ramatís Mediunidade Consciente e Irradiação Intuitiva




MEDIUNIDADE CONSCIENTE E IRRADIAÇÃO INTUITIVA

Segundo as recentes obras psicografadas do mestre Ramatís, a mediunidade preponderante na atualidade é de uma maior lucidez e responsabilidade individual. O fenômeno do transe deixou de ser puramente mecânico para se tornar um processo de parceria intelectual entre o médium e o guia, tanto na Umbanda quanto no Espiritismo.

​Aqui estão os pontos principais sobre essa visão:

​A Mediunidade Consciente
​Ramatís enfatiza que a mediunidade consciente não é uma falha ou falta de sintonia, mas sim o modelo ideal para o "médium do Terceiro Milênio".

- ​Responsabilidade Ética: No transe consciente, o médium funciona como um filtro. Ele não é um "robô" dos espíritos; ele precisa educar sua mente para não interferir negativamente na mensagem, mas deve estar presente para aprender com o guia.

- ​Aferição Moral: O espírito sugere que a consciência permite ao médium avaliar a qualidade da comunicação em tempo real, evitando mistificações ou posturas teatrais.

- ​Fim do "Apagão": A tendência é que os médiuns se recordem cada vez mais do que ocorre durante os trabalhos, exigindo maior estudo doutrinário para que a mente dos mesmos não se torne um obstáculo por ignorância.

​Características da Irradiação Intuitiva
​A irradiação intuitiva é o processo que se destaca na Umbanda hoje, pelo qual o guia (Caboclo ou Preto Velho) "projeta" seus pensamentos e fluidos na aura do médium, sem necessariamente tomar o controle motor total do corpo.

1. Sintonia Vibratória (O Encontro de Auras)
​Diferente da incorporação profunda, a irradiação intuitiva funciona por ressonância. O guia se aproxima e envolve o perispírito do médium com sua energia. O médium sente a "presença" (o peso, o calor ou a vibração característica da linha), mas mantém o comando de seus movimentos.

​2. Fluxo de Ideias (Ideação)
​As ideias surgem na mente do médium como se fossem pensamentos próprios, mas com uma clareza e uma "assinatura" moral distinta.
​No caso dos Pretos Velhos: A intuição traz uma carga de profunda calma, humildade e uma visão resignada e sábia da vida.
​No caso dos Caboclos: A irradiação é vigorosa, decidida e traz uma sensação de expansão e retidão.

​3. O Papel do Médium como Intérprete
​Na mediunidade de terreiro, Ramatís explica que o médium intuitivo atua como um tradutor. O guia transmite o "sentimento" ou o "conceito" (a ideia matriz) para o complexo Chacra Frontal / Pineal, e o médium empresta seu intelecto (mente), seu vocabulário e sua voz para decodificar e dar forma à ideação.

​4. Filtragem de Fluidos
​Mesmo sem o transe profundo, a irradiação intuitiva permite que o guia realize o trabalho magnético. Enquanto o médium fala intuitivamente com o consulente, o guia utiliza o campo mediúnico para manipular fluidos, realizar limpezas espirituais e passes, agindo "através" da intenção do médium.

​Ramatís defende que, ao trabalhar com Caboclos e Pretos Velhos de forma intuitiva, o médium evita o risco do animismo descontrolado e fortalece seu próprio espírito, transformando o terreiro em uma escola de autoconhecimento, e não apenas em um local de fenômenos.

-Ramatís-


terça-feira, 14 de abril de 2026

Ramatís Glândula Pineal e a Mediunidade


A IMPORTÂNCIA DA GLÂNDULA PINEAL NO TRANSE MEDIÚNICO COM O ASTRAL SUPERIOR.

​Em Umbanda Oriental, recente obra de Mestre Ramatís, a incorporação é elucidada chacra a chacra, processo sutil que não ocorre de forma instantânea, mas sim através de uma gradação de acoplamento áurico:

​Fase 1: Sintonização e Aproximação

​O guia espiritual aproxima-se do campo magnético do médium. Ocorre a interpenetração das auras. O médium começa a sentir as "interações" (vibrações) da entidade, que podem se manifestar como arrepios, variações térmicas ou aceleração dos batimentos cardíacos.

​Fase 2: Imantação e Acoplamento Áurico

​Nesta etapa, os centros de força (chacras) do médium e da entidade começam a vibrar em uníssono.

​Ocorre a ativação da Kundalini e o acoplamento do perispírito da entidade ao corpo etérico e chacras do médium.

​O controle do sistema nervoso central começa a ser compartilhado via estímulos nos chacras e gânglios ao longo da coluna vertebral.

​Fase 3: O Transe (Conexão)

​É o momento em que a consciência do médium é "deslocada" ou posta em estado de ampliação, “fundindo-se” com a Consciência do Guia Espiritual - Yoga.

- ​Médiuns Conscientes: A maioria na Umbanda atual. O médium assiste ao fenômeno como um disciplinado observador de si mesmo.

- ​Ativação da Glândula Pineal: o chacra frontal amplia sua influência na Pineal, aumentando-lhe o magnetismo, propiciando ao Guia se comunicar - mente a mente - com o médium.

​Fase 4: Atuação e Manifestação

​A fase final, onde a entidade assume a psicomotricidade. É quando ocorrem os gestos característicos (o brado do caboclo, o sentar do preto velho…,), a fala e os atendimentos. A energia é exteriorizada para o ambiente e para os consulentes.

​A Visão Bioenergética

​Ramatís enfatiza que a qualidade dessa incorporação depende diretamente da "Higiene Espiritual" do médium (pensamentos, alimentação e conduta moral), pois os chacras e o perispírito atuam como um filtro. Se o filtro estiver sujo, a comunicação da entidade será truncada ou "animista" (interferência excessiva do próprio médium).

- ​Ponto Chave: Na ótica de mestre Ramatís, a mediunidade de incorporação é, acima de tudo, um intercâmbio de projeção de ideações nos chacras superiores, onde o chacra frontal e a glândula pineal formam uma antena receptora e fundamental para a captação do Astral Superior. Todavia, a mente do médium é determinante, seus pensamentos diários, sua alimentação, hábitos e atitudes no cotidiano, devem servir como um espelho limpo para refletir a Luz da mediunidade redentora com os Orixás na Umbanda.

Quer saber mais, leia UMBANDA ORIENTAL, DA MEDIUNIDADE AOS ORIXÁS.

-Ramatís- 

Médiuns de Cura


Médiuns de cura costumam ser solitários por vários motivos.

Eles carregam dores que não são deles.

Quem trabalha com cura absorve, filtra e transmuta sofrimento alheio. Isso cansa a alma. Muitas pessoas sentem alívio perto deles, mas não conseguem sustentar a própria sombra depois que melhoram, então se afastam.

A relação quase sempre é utilitária.

Muita gente se aproxima quando está ferida, perdida ou doente. Quando se cura, vai embora.

Após processos intensos de cura, o médium muda. E nem todo mundo acompanha essa mudança. A solidão vem porque o campo energético fica mais seletivo.

Eles veem demais, percebem intenções, máscaras, incoerências. Isso dificulta relações superficiais. Conversas vazias cansam, relações rasas não sustentam.

A solidão parece castigo, mas é consequência.

É o preço de quem serve como ponte entre dor e alívio.

A tristeza existe. E precisa ser reconhecida.

Muitos médiuns sofrem em silêncio porque acham que “não deveriam” se sentir assim. Mas cura não imuniza contra solidão. Pelo contrário: amplia a sensibilidade.

Como conviver com esse dom sem adoecer?

Aprender a não curar todo mundo,

Nem toda dor é sua missão. Limites são sagrados.

Separar amor de missão,

Quem você cura não é, necessariamente, quem vai te amar ou permanecer.

Ter vínculos onde você não seja o “pilar”.

Busque pessoas com quem você possa ser frágil, não só forte.

Criar enraizamento na matéria, natureza, corpo, rotina, silêncio. Cura também precisa de descanso.

Aceitar que poucos, mas verdadeiros, ficam.

A vida do médium não é de multidão.

Proteção para o Médium de Cura :

Que tudo o que não me pertence retorne ao seu caminho de origem, sem dor, sem culpa, sem vínculo comigo.

Eu curo apenas até onde é minha missão.

O que ultrapassa meus limites, eu entrego ao Divino.

Que meu corpo seja templo, não depósito.

Que minha alma seja canal, não morada.

Selo meus campos com luz viva.

O que é amor permanece.

O que é peso se dissolve.

Eu honro meu dom,

mas honro ainda mais minha vida.

Faça isso todos os dias, ao enfrentar ambientes difíceis ou quando sentir necessidade próximo a algumas pessoas, nós temos o poder sobre o nosso corpo e nossa voz é poder!.

                                          🔥🗝️

 

Ramatís Feitiços e Maldições


Segundo Mestre Ramatís, na obra Magia de Redenção, o feitiço "pega" e existe como uma realidade objetiva. Ele adverte que apenas os espíritos completamente liberados de resgates cármicos são invulneráveis aos seus efeitos.

Os principais pontos abordados por Ramatís sobre o tema incluem:

-Vulnerabilidade e Carma: A maioria das pessoas é suscetível a influências negativas devido a "brechas" vibratórias causadas por débitos passados ou desequilíbrios morais atuais.

-Sintonia Vibratória: Para que um feitiço atinja o alvo, é necessária uma afinidade vibratória. Pensamentos de ciúme, inveja e vingança funcionam como "portas abertas" para essas energias.

-Endereços Vibratórios: Ramatís explica que objetos ou pertences pessoais da vítima podem servir como "links" ou endereços vibratórios, facilitando o direcionamento da carga energética.

-Mecanismo Mental: O pensamento é o ponto de partida. Maldições e rituais são formas de energia mental direcionada pela vontade de quem os emite.

-Proteção e Imunidade: A defesa mais eficaz não é apenas externa, mas interna. Ramatís enfatiza que a fé ativa, a gratidão e o cumprimento do dever criam uma "couraça" energética que equilibra os chakras e imuniza o indivíduo contra tais influências.

Consciências do quilate de Jesus, Krishna, Buda, Yogananda, Chico Xavier, Tereza d’Ávila,..., são imunes ao feitiço e assim se mantém como faróis da humanidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Somos responsáveis por tudo


MÉDIUM NÃO É SÓ FERRAMENTA – É RESPONSÁVEL POR TUDO QUE ACONTECE POR SUAS MÃOS

Devemos saber todos os fundamentos que nossos Guias aplicam durante as giras e atendimentos particulares.

Porque temos a obrigação de entender tudo o que é realizado por nossas mãos, por nossa boca, por nossa energia.

Sim, somos ferramentas.

Mas ferramenta consciente.

Ferramenta que precisa saber o que está sendo feito, por que está sendo feito e como está sendo feito.

E aqui entra a parte mais séria da mediunidade: Somos responsáveis por tudo o que pode acontecer de ruim a um consulente.

Se o trabalho sai errado, se a orientação machuca, se a energia contamina, a responsabilidade não é só do Guia - é nossa também.

Porque nós permitimos.

Porque nós não nos preparamos.

Porque nós não nos limpamos.

Porque nós não nos disciplinamos.

Guia trabalha através de nós.

E se nós estamos desalinhados, o trabalho fica comprometido.

Maturidade mediúnica é isso:

Saber que você é ponte, mas ponte que precisa estar firme, limpa e segura para quem atravessa.

Fortaleça sua mediunidade com consciência, maturidade e respeito ao sagrado todos os dias.

domingo, 12 de abril de 2026

Temas da Bíblia


Marco Aurélio escreveu no seu livro Meditações que não devemos perder tempo discutindo como um homem bom deveria ser. Devemos simplesmente ser um homem bom.

Muitos falam sobre virtude, outros que defendem diferentes doutrinas e formas de pensar, outros que discutem religião como se fosse um campo de batalha intelectual. Mas nada disso vale se estiver somente no campo discurso e não no campo das ações.

Ser um bom homem não está apenas nos discursos e sofismas, como faziam os antigos gregos, nem em aparências de piedade. Está em coisas simples e difíceis: dizer a verdade quando seria mais fácil mentir, agir com justiça quando ninguém está olhando, proteger quem está sob sua responsabilidade e manter a palavra dada.

Até mesmo a religião pode se tornar uma distração quando usada apenas como identidade ou argumento. O verdadeiro teste não é quantos versículos alguém cita, mas quanto caráter sustenta quando precisa escolher entre o fácil e o correto.

Faça o que é certo porque é certo. Simples.

Não pelo suborno do céu.

Não pelo medo do inferno.

E se no fim da vida não houver nem céu nem inferno, ainda assim terá valido a pena, porque você viveu como um homem íntegro. E se houver julgamento, então você não precisará de muitas palavras.

Suas ações já terão falado por você.

Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

Tiago 2:18

Exú O que significa Mojubá


O que significa Mojubá?

Alguns dão o significado da palavra Mojubá como sendo "Apresentando meu humilde respeito", no entanto, a palavra é comumente utilizada como um título, uma louvação que significa respeito e reconhecimento da grandeza e magnitude da entidade EXU.

Alguns acham que MOJUBÁ significa "REI" ou ainda que Mojubá seja uma saudação, como um comprimento que se faz a quem se tem respeito, a palavra também é utilizada para dizer que a pessoa é respeitada, portanto também faz analogia com outra palavra: "grande". Na Umbanda usamos esta saudação para Exu e Pomba Gira onde dizemos: Exu Mojubá ou Exu é Mojubá Pode se entender por: "Exu eu te saúdo" ou "Exu é Grande, te reverencio"...

O Abismo do Sono


O ABISMO DO SONO: A NOSSA RENDIÇÃO DIÁRIA AO DESCONTROLE.

O ato de fechar os olhos, perder a consciência e entregar o próprio corpo ao escuro é o maior e mais assustador salto de fé que existe.

Quando você dorme, você não está apenas descansando; você está aceitando a verdade inegável de que o mundo continuará girando perfeitamente bem sem a sua vigilância.

O filósofo Arthur Schopenhauer tinha uma visão fascinante e profunda sobre isso. Para ele, a nossa vida acordada é governada pela "Vontade" — um desejo cego, constante e exaustivo de querer, agir, controlar e sobreviver.

Essa Vontade é o que nos causa ansiedade e dor.

Schopenhauer dizia que o sono é o nosso alívio diário dessa tortura. É o momento em que a Vontade é temporariamente desligada e nós somos libertados da obrigação de ser "alguém".

O alívio que você sente ao deitar a cabeça no travesseiro é a paz indescritível de, por algumas horas, pedir demissão do cargo exaustivo que é ser você mesmo.

A insônia moderna não é apenas um problema físico; é uma crise de arrogância. Quem não consegue dormir é alguém que se recusa a soltar o volante.

O sono bem dormido, por outro lado, é a maior prática estoica que existe: é você dizendo ao universo que fez o seu melhor durante a luz do dia e que, agora, o destino das coisas não é mais problema seu.

Exú Os Caveiras


Quando a Calunga é firmada, o invisível começa a se mover.

A Calunga de Tata Caveira e Exu Caveira não é brincadeira.

Ela representa o poder da transformação, da justiça espiritual e do corte definitivo daquilo que já deveria ter saído da sua vida.

Onde muitos veem fim, eles trazem renascimento.

Onde há demanda, eles trazem resposta.

Onde há injustiça, eles cobram na medida certa.

Padê em dia, marafo firmado, charuto aceso e grãos ofertados com fé e fundamento...

A Calunga se torna ponto de força, campo de atuação e portal de limpeza espiritual.

Mas lembre-se:

Não é sobre fazer por fazer.

É sobre respeito, fundamento e responsabilidade espiritual.

Quem carrega a força da Calunga sabe:

Os Caveiras não falham.

Os Caveira resolvem.

"Laroyê Caveiras"

terça-feira, 7 de abril de 2026

Mensagem


Se você fosse Orixá, escolheria habitar alguém como você?

Sentiria orgulho ou vergonha?

Ser morada de Orixá exige melhoria constante. Suas atitudes precisam sustentar aquilo que a espiritualidade exige.

Torne sua alma um lugar bonito para orixá viver

Enquanto Orixá for só discurso, ele permanece fora. Quando se torna comportamento, ele passa a viver em você.

Uma alma bonita é o divino em movimento que se manifesta, se alegra e se expande a todos a sua volta.

-Babá Jonatas-

domingo, 5 de abril de 2026

Ervas


Tem algo nas ervas que vai além do físico... é memória, é energia, é ancestralidade viva. Cada folha carrega um axé, uma força que limpa, protege e realinha caminhos que muitas vezes nem percebemos que estavam travados.

Talvez o que você esteja sentindo não seja cansaço comum... pode ser energia acumulada, emoções densas ou até ambientes que precisam ser limpos espiritualmente. E a natureza sempre soube como cuidar disso.

As ervas não são apenas plantas. São instrumentos de cura que atravessam gerações, conectando você com proteção, equilíbrio e direção.

Se você sente que precisa de limpeza, proteção ou abrir caminhos... confia.

Alguns exemplos:

Ervas - Rosa Branca


A Magia da Rosa Branca.

A Rosa Branca é uma das flores mais puras e encantadas dentro da magia natural.

Ela carrega a energia da paz, da cura profunda e da elevação espiritual.

É a flor que silencia tempestades internas, limpa os caminhos e devolve a alma ao seu eixo de luz.

Na bruxaria, a Rosa Branca é usada para purificação emocional, para acalmar o coração e para abrir espaço a novas energias.

É a flor do renascimento, do recomeço e da clareza, como um sopro suave que afasta o que pesa e aproxima o que é verdadeiro.

Um vaso com rosas brancas em casa harmoniza o ambiente.

Um banho com suas pétalas cura mágoas antigas.

Uma rosa branca no altar ilumina o trabalho espiritual.

Ela é delicada, mas poderosa. Silenciosa, mas transformadora.

Leve, mas profunda.

Que a energia da Rosa Branca toque sua vida com paz, beleza e proteção.

-Nature Herbess-

sábado, 4 de abril de 2026

Ramatís Giro do Caboclo


 Mestre Ramatís nos elucida que o "giro" ou o movimento das entidades como os Caboclos não é meramente ritualístico, mas possui funções técnicas e energéticas profundas. 

Aqui estão os pontos principais sobre essa prática na visão de Ramatís: 

- Manipulação de Fluidos: O giro atua como um acelerador de partículas fluídicas. Ao girar, o médium gera um campo centrífugo que ajuda a expelir miasmas e energias densas do seu próprio perispírito e do ambiente do terreiro. 

- Ajuste Magnético: O movimento rítmico auxilia no acoplamento áureo entre a entidade e o médium. Para Ramatís, o Caboclo utiliza o giro para ajustar as vibrações do médium às suas, chacra por chacra ao longo da coluna vertebral, estabilizando o acoplamento mediúnico, facilitando a transmissão de mensagens e a realização de passes de cura. 

- Limpeza do Ambiente: O giro do Caboclo funciona como um "ventilador espiritual" que dispersa larvas astrais e formas-pensamento negativas trazidas pelos consulentes, higienizando magneticamente o espaço de trabalho. 

- Conexão com a Natureza: Ramatís destaca que os Caboclos representam a força primária e a pureza da natureza. O movimento físico durante a gira simboliza a coragem, a bravura e a ação direta desses espíritos para restaurar o equilíbrio vital.

Além da parte técnica, Ramatís enfatiza que a Umbanda é uma escola de educação do caráter e elevação da consciência. O ritual, incluindo o giro das entidades em seus médiuns, deve estar fundamentado na ética e no amor ao próximo para que tenha real valor espiritual. 

-Ramatís-

Guias (Colares) 4


 Por que usamos guias ou fios de conta na Umbanda? 

Na Umbanda, guias ou fios de conta não são enfeites e nem acessórios religiosos usados por estética. Elas têm fundamento espiritual, função energética e estão diretamente ligadas à proteção, firmeza e identidade espiritual de quem as usa. 

As guias funcionam como um instrumento de conexão, auxiliando na sintonia com os Orixás, Linhas e Entidades que acompanham o médium ou o filho de fé. 

Elas ajudam a organizar o campo energético, proteger contra cargas negativas e reforçar o compromisso espiritual assumido dentro da casa. 

Uso somente com autorização 

Um ponto muito importante: ninguém deve usar guia sem autorização. 

As guias precisam ser indicadas, preparadas, firmadas e entregues por quem tem responsabilidade espiritual. 

Usar guia por conta própria, comprada ou recebida sem fundamento: 

Não protege 

Pode gerar desequilíbrio energético 

Demonstra falta de disciplina espiritual 

Na Umbanda, tudo tem tempo, preparo e hierarquia. 

Quanto mais específica a guia, maior é o compromisso de quem a usa. 

Guia não é adorno 

É fundamental reforçar: 

Guia não é colar comum 

Não é para combinar com roupa 

Não é símbolo de status religioso 

Ela carrega energia, fundamento, axé e responsabilidade. 

Quem usa uma guia assume o compromisso de: 

Ter postura 

Manter respeito dentro e fora do terreiro 

Cuidar da própria conduta espiritual 

Conclusão 

Usar guias na Umbanda é um ato de fé, disciplina e compromisso, não de vaidade. 

Elas nos lembram que estamos sob orientação espiritual, que temos proteção, mas também deveres. 

Guia bem usada protege, orienta e fortalece. 

Guia usada sem fundamento não cumpre seu papel. 

Na Umbanda, tudo é simples. 

-Nature Herbess-

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Psicografias


Sr. INÁCIO FERREIRA

 PARA OS ESPÍRITAS

(Mas vale para todos)

—Médico psiquiatra, dirigiu por muito tempo o Sanatório Espírita de Uberaba.

Desencarnado em 1988 vem, através da psicografia, nos dar esse importante alerta.

Irmãos e irmãs, o que vale no Espiritismo é o que você faça dos conhecimentos que for adquirindo nele. O resto - acredite -, não conta muito.

Quando desencarnei, ninguém queria saber qual era o meu nome, endereço, tampouco os títulos que eu possuía -  A minha consciência é que, insistentemente, me pedia contas.

A bem dizer, a minha condição de espírita nada significava, e nem significa até hoje. o que vale é o valor - o seu valor pessoal, sem rótulos, ou faixas, de qualquer espécie. Deste Outro Lado, a única coisa capaz de lhe valer é o seu currículo - o seu currículo de bondade! Porque, no fundo, é isto que irá proporcionar a você alguma réstea de luz, para que, mesmo caminhando na escuridão, consiga evitar o abismo...

Não cometa a tolice de imaginar que, na Vida de além-túmulo, o espírita possa ser tratado com deferência. Privilégio, ou o famoso "jeitinho" brasileiro, é algo que por aqui não existe!

Chico Xavier dizia, e com razão, que os espíritas estavam desencarnando mal - estavam, e, em geral, ainda estão!

Sinceramente, o único predicado que eu invejo numa pessoa, seja ela qual for, é a bondade! Depois que a gente larga a carcaça, para quem é realmente bom, aqui todas as portas se abrem, e todos os caminhos se desimpedem! 

Por isto, eis o conselho que lhe dou: teorize menos, e procure servir mais!

De uma encarnação a outra, o espírito melhora muito pouco... A evolução, para quem não se conscientiza, acontece quase que a passo de lesma - dessas que deixam o seu rastro gosmento no chão!

Não creia ser diferente. Não estou querendo desanimar a quem seja, mas, se você se interessa pela Verdade, ei-la aqui de maneira nua e crua.

"Nosso Lar", a colônia espiritual que muita gente na Terra almeja habitar, tem muito mais católicos, protestantes, umbandistas, e até mais ateus, do que espíritas...

Não, não se creia o suprassumo, porque você não o é!

Como é que eu posso dizer isto?! Ser espírita é só acréscimo de responsabilidade espiritual - nada mais do que isto.

Conheço muita gente que não quer saber o que a gente sabe só para não ter que responder pelo que respondemos, ou responderemos.

Deixe, pois, de professar o Espiritismo como quem joga em um clube de futebol, ou um partido político.

Enquanto é tempo, pare de fazer "guerra santa" - contra os outros, e contra os próprios companheiros que você considera equivocados!

Cuide-se, porque a morte já vem chegando, e ela é uma locomotiva, que, para atropelá-lo, não pedirá licença!...

INÁCIO FERREIRA

Psicografia de Carlos Baccelli

Uberaba - MG, 22 de julho de 2013.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Mensagens

Muita gente romantiza 

o sofrimento mediúnico.

Diz que ser médium é só dor, 

peso e dificuldade.

Mas quanto mais dói, 

mais isso revela 

falta de preparo e equilíbrio, 

não grandeza espiritual.

Evolução traz sustentação, 

não martírio.

Nada na vida é fácil.

Ser médico exige renúncia.

Ser professor exige entrega.

Ser faxineira exige esforço diário.

A mediunidade não é diferente.

Ela pede responsabilidade, disciplina e maturidade, não vitimização.
 

segunda-feira, 30 de março de 2026

O impacto psicológico e social do acolhimento na UMBANDA


Por que ter um espaço de escuta e acolhimento transforma vidas em uma sociedade tão fria e individualista? 


O Mundo Está Mais Barulhento, Mas as Pessoas Estão Mais Sozinhas 

Vivemos cercados de notificações, conexões digitais e rotinas aceleradas. 

Mesmo assim, nunca se viu tanta solidão, ansiedade e falta de pertencimento. 

A Gira Rompe o Isolamento 

Quando a gira começa, o terreiro se torna o oposto da sociedade moderna: um espaço onde ninguém precisa fingir força o tempo todo e onde vulnerabilidade vira ponte, não fraqueza. 

Acolhimento é Cura Psicológica 

Ser ouvido(a) por uma entidade - sem julgamento, sem pressa, com verdade - tem um impacto profundo: 

Reduz sensação de abandono Reforça autoestima 
Regula emoções 
Oferece sentido e direção 

É uma forma ancestral de terapia espiritual. 

O Terreiro Como Espaço Seguro 

Enquanto o mundo exige performance, o terreiro oferece colo. 

Ali, corpo, mente e espírito encontram permissão para respirar, chorar, descarregar e recomeçar. 

O Poder da Comunidade 

A gira também cria laços: 

Gente que abraça
Gente que entende
Gente que acolhe
Gente que reza por você mesmo sem te conhecer 

Isso combate o individualismo e resgata a força do "nós". 

Identidade e Pertencimento 

O terreiro lembra que você não está sozinho. 

Você pertence a uma egrégora, a uma tradição, a uma família espiritual que caminha ao seu lado. 

Espiritualidade que Humaniza 

Na gira, a fé não é dogma. Ela é encontro, toque, escuta, olhar. É o “tá tudo bem ser você”, dito de um jeito que poucas pessoas na vida real conseguem dizer. 

O Segredo da Gira 

O verdadeiro segredo não está apenas na magia, nas mirongas ou no transe. 

Está no impacto humano: 
acolher quando tudo lá fora rejeita, ouvir quando ninguém mais escuta, abraçar quando o mundo empurra. 

A gira cura porque reconecta.
Cura porque acolhe.
Cura porque devolve humanidade. 

E pra você, o que a gira representa no seu caminho?

quarta-feira, 25 de março de 2026

Ramatís Exú faz o mal?


 EXU FAZ O MAL? 

ORIXÁ OU ENTIDADE?? 

Mestre Ramatís, na obra Umbanda Pé no Chão, apresenta uma visão técnica e espiritualista sobre a figura de Exu, diferenciando a força cósmica (Orixá) dos espíritos que trabalham nessa vibração (entidade). 

Exu Orixá: Emanação da Consciência Cósmica 

Para Ramatís, o Orixá Exú não é um espírito humano, mas uma potência cósmica que atua no equilíbrio do universo. 

- Agente Organizador: Ele é descrito como  o responsável por manter o equilíbrio universal. 

- Executor da Lei Divina: Atua como o executor das leis ordenadoras do Cosmo, sendo o poder de realização que propicia que os outros Orixás possam se comunicar em todas as esferas ou sub planos vibratórios. 

- Neutralidade: Diferente da visão popular, o Exú Orixá não faz o mal, pois é neutro e “reage” de acordo com a ética universal, retificando ações incorretas, independente de ser cultuado, doa a quem doer. Por isto,  é incompreendido. 

- Exú Entidade: O Trabalhador do Astral 

As entidades Exú (como Tranca-Ruas, Marabô, Caveira,…) são espíritos humanos em processo de evolução que escolheram ou foram designados para trabalhar nas "zonas de sombra". 

- Missão Espiritual: Ramatís explica que esses espíritos atuam como verdadeiros "guardiões do astral". 

- Hierarquia: Eles são subordinados ao Orixá Exú. São espíritos que possuem grande conhecimento de ciência e magia, o que lhes permite transitar em planos onde espíritos mais "sutis" (como Caboclos ou Pretos-Velhos) teriam dificuldade de atuar. 

- Evolução pelo Trabalho: O trabalho  na Umbanda é a forma como essas entidades resgatam seus próprios débitos passados, transformando energias desequilibradas em forças produtivas. 

Ramatís enfatiza que a confusão entre o "Orixá" e a "Entidade" gera muitos preconceitos. Enquanto o Orixá é uma emanação divina,  imutável e perfeita, a Entidade é um irmão desencarnado que utiliza a "roupagem" e a força desse Orixá para realizar o bem e proteger os médiuns contra ataques obsessores. 

-Ramatís-