Quem és, exu? E o que fazem os espíritos que trabalham nesta vibração?
O que é Exú e o que fazem os espíritos que trabalham nesta vibração; agentes de reajustamentos cármicos e o socorro nas zonas umbralinas do planeta.
Entendemos que as entidades que atuam como exus são como guardiões de nossos caminhos (nossas encruzilhadas cármicas). A vibração dessa linha atua numa faixa de retificação evolutiva, fazendo com que muitas vezes sua atuação seja confundida com o mal, o que não é de forma alguma verdadeiro. Se um Exú atua numa faixa de correção, muitas vezes no escopo de seu trabalho, alguém vai sofrer alguma mazela por puro efeito de justo retorno. Por exemplo: pessoas que foram muito ricas e despóticas em vidas passadas, na atual encarnação vão encontrar dificuldades para o ganho financeiro. Nesses casos, então Exú não irá facilitar em nada essa situação, agindo dentro de uma linha justa de intercessão. E se a criatura fizer um trabalho de magia negativa para conseguir um emprego e prejudicar alguém, e o prejudicado procurar um terreiro de umbanda, pode-se ter certeza de que o contratante do trabalho terá como retorno todo o manancial cármico que distorceu intensificado, por um justo mecanismo de compensação cósmica, que foge ao nosso controle. Então, o que acontecerá depois cabe a Xangô (a justiça) determinar; cabe a Exú apenas executar à risca. Parece duro, mas aprendemos com o tempo que as coisas funcionam desse modo, independentemente do que se entende como Exú ou não.
Os espíritos que manejam e atuam na vibração de Exú são calejados nas lides e psicologia da vida, e desprovidos de sentimentalismos na aplicação da lei cármica. Entendemos que, sem essa vibratória, o planeta seria uma barafunda, e os magos do Astral inferior já teriam instalado o caos na Terra.
Há de se ter bem claro que Exú não faz mal a ninguém, ao menos os verdadeiros. Quanto a espíritos embusteiros e mistificadores que estão por aí, encontram sintonia em mentes desavisadas e sedentas por facilidades de todas as ordens.
Os exus atuam diretamente em nosso lado-sombra e são os grandes agentes de assepsia das zonas umbralinas. Em seus trabalhos, cortam demandas, desfazem feitiçarias e magias negativas feitas por espíritos malignos, em conluio com encarnados que usam a mediunidade para fins nefastos. Auxiliam nas descargas, retirando os espíritos obsessores e encaminhando-os para entrepostos socorristas nas zonas de luz no Astral, a fim de que possam cumprir suas etapas evolutivas em lugares de menos sofrimento.
Assim é Exú: por vezes incompreendido, outras temido, tantas amado, mas sempre honesto, alegre, feliz, direto no que tem a nos dizer, e incansável combatente da maldade que o próprio homem alimenta no mundo.
Quem és, Exú?
E o que fazem os espíritos que trabalham nesta vibração?
- Quem és, ó Elegbara, que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes do clero católico?
- Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que habitam o solo árido da África - gritavam os inquisidores zelosos.
- Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a fertilidade da lavoura. Levem-nos para o Brasil e vendam-nos como escravos, que lá aprenderão as verdades dos "céus"!
Cá chegando:
- Quem és, Exú, "orixá" amaldiçoado pela dualidade judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os "santos", santificados pelos papas infalíveis?
Quem és, exu, que os homens da Terra determinam que não és santo e, por isso, és venerado às escondidas, no escuro das senzalas, e seus assentamentos ficam enterrados em locais secretos?
Quem és, exu, que o vento da liberdade que aboliu a escravidão "enxotou" para as periferias da capital de antanho?
Quem és, Exú, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, e que por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os pedidos dos fidalgos da zona central, que vêm até o morro em busca dos milagres que os santos não conseguem realizar?
Quem és Exú, que continua sendo "despachado" para não incomodar o culto aos "orixás"?
- Exu, é entidade? Então aqui não entra - dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações.
- Aqui não tem lugar para egum, espírito de morto!
- Exu fica na tronqueira! Médiuns umbandistas, pensem nos caboclos e nos pretos velhos, e não recebem esses exus. Eles são perigosos! - admoestam certos iniciados, chefes-de terreiro.
Sim, esses iniciantes e iniciados, que, pelo desdobramento natural do espírito durante o sono físico, vão direto para os braços do seu quiumba (obsessor) de fé, e saem de mãos dadas para os antros de sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazerosas do Umbral mais inferior. Dia seguinte, sonolentos e cansados do festim sensório, imputam a ressaca ao temível Exú. Oh! Quantas ilusões!!!
- Afinal, que és tu, Exú? Por que és tão controverso?
- Eu mesmo vos respondo... Iah, ah, ah, ah! Não sou a luz... pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado, Deus, seja lá que nome dão... Não sou a luz... Mas sou centelha que refulge. Logo, sou espírito em evolução. Essa não é uma peculiaridade nossa, só dos exus, mas de todos os espíritos do infinito Cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído, como "um produto acabado". Todos, independentemente da forma, estão em eterna evolução, pois plenamente perfeito só existe um que é o próprio Absoluto. Assim, perante os "olhos" de Olurum, sou igual aos pretos velhos, caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais... As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.
Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda de uma chama maior, assim como todos. Basta tirar as nódoas escuras do candeeiro que lhes nublam o discernimento e poderão enxergá-la intimamente, ao que chamam de espírito.
Há algo que me distingue dos demais espíritos: é o fato de eu não estar na luz. Meu habitat é a escuridão, os locais trevosos onde há sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo, castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que buscam a satisfação imediata dos homens.
O que eu faço lá? Eu, um simples Exú entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com candeeiro em punho.
Dentro da Lei Universal de Equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste e no oeste, atrás e na frente, em cima e embaixo; impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos milhões.
O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático.
Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentarem-se... Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar às retinas humanas... Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força....
Iah, ah, ah!!!
Esse equilíbrio não se prende às vontades humanas e aos julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a evolução, retificando o carma quando justo. Se estiver programado nesta encarnação que serão ricos, assim será com axé de Exú. Se for o contrário, se em vida passada abusaram da riqueza, exploraram a mão-de-obra, mataram mineiros e estivadores de canaviais, estupraram escravas, serão mendigos inférteis para o equilíbrio de seus próprios espíritos. Nascerão em favela, sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com axé de Exú que os ama. Tal como um elástico que é puxado ao ser esticando e depois volta à posição inicial, estarei atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal, mesmo que "julguem" isso uma crueldade.
Eu, exu, os compreendo. Mas vocês ainda não me compreendem. Eu sou livre, livre e feliz. Vocês estão aprisionados e infelizes no ciclo das reencarnações sucessivas.
Eu dou risada. Iah, ah, ah, ah !!!! Sabem por quê? Porque eu sei que no dia em que o Sol não mais existir, e este planeta for mais um amontoado de rocha inerte vagando no Cosmo, estaremos vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo.
Assim como vim para a Terra, como caravaneiro da Divina Luz, há milhares de anos, iremos todos para outro orbe quando este planeta "morrer".
Quando esse dia chegar, vocês estarão menos iludidos com as pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos religiosos.
Eu, exu, vou trabalhar arduamente para quando esse dia chegar, quem sabe vocês estejam livres da prisão do escafandro de carne, assim como eu.
Iah, ah, ah, ah, ah!!!
Obs: O Exú que ditou esta mensagem é mais um dentre tantos que se denominam Exu Tiriri Rei da Encruzilhada e labutam em prol da Divina Luz, nossa amada Umbanda.

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