Considerando-se que predominam criaturas viciadas no fumo, nos tóxicos, alcoólicos, no excesso de comida, no maldizer, no egoísmo, vaidade e ausência de esforço pessoal para o seu próprio melhoramento íntimo, não há dúvida de que os médiuns umbandistas, mais cedo ou mais tarde, sentir-se-ão impotentes para atender os consulentes, cada vez mais numerosos, só interessados em resolver todos os problemas da vida material. Geralmente, estes consulentes, em boa maioria, tentam obter à noite, no terreiro de Umbanda, a saúde física e a recuperação psíquica que eles mesmos arruínam por suas falta de vigilância, sem precaução, durante o dia.
Confiantes na afabilidade e tolerância dos Guias Espirituais, eles os sobrecarregam de rogativas e convocam os médiuns para resolverem os seus problemas mais comuns. Não desejamos censurar essa atitude infantil ou inconsciente dessas criaturas que fazem dos terreiros de Umbanda a sua "agência particular", mas o fato é que uma espiritualidade sadia não deve ser condicionada ao maior ou menor êxito dos médiuns e dos “seus” Guias, pois eles também estão em evolução e, dia mais ou dia menos, terminarão decepcionando os comodistas habituais. Os médiuns não são oráculos modernos nem despachantes espirituais.
-Ramatís-

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