sexta-feira, 3 de março de 2023

37 Falsas cobranças e punições do “Santo”


É muito sério – se o frequentador e futuro médium, ao deparar com as primeiras incorporações, não for bem orientado – pode ficar impressionado, deslumbrando-se, ficando vulnerável aos assédios do astral inferior, situação de fragilidade psíquica, oportunidade para espíritos oportunistas vampirizarem-lhe os fluídos vitais. Importantíssimo estabelecer-se uma relação de confiança com um orientador espiritual, médium mais experiente ou chefe de terreiro ético e sério. O correto amparo delineará o comportamento do iniciante, que não deve ser de assombro e preocupação amedrontada. Ao mesmo tempo, minimiza-se todo tipo de pressão baseada em falso senso de urgência que abale sua estima, pois não é obrigado a quaisquer iniciações rápidas eivadas de falsas cobranças e punições do “santo” por descumprimento das mesmas, o que na maioria das vezes só serve para encher os bolsos de sacerdotes antiéticos e venais. É também preciso esclarecer que para ser um médium de Umbanda, aceito e iniciado numa corrente como trabalhador ativo, além de frequentar a assistência o tempo adequado para ser reconhecido pela cúpula espiritual do terreiro, fazem-se necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, comportamentais e vocacionais, e obviamente ter mediunidade ativa de fato, no caso de médiuns que trabalharão no aconselhamento espiritual, em sessões práticas de caridade.


(Livro O TRANSE RITUAL NA UMBANDA - Norberto Peixoto.)

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