sábado, 25 de abril de 2026

Atabaque O Ogã e o Rum


O Ogan e o Rum
“O mundo lá fora pode não entender. Mas quando o Ogan se posiciona diante do rum, o terreiro inteiro sente.”Não é sobre força. Não é sobre técnica.
É sobre o que carrega nas mãos quem foi escolhido — não por si mesmo, mas por algo muito maior.
O Ogan chega em silêncio. Mas quando senta diante do rum, o silêncio acaba.
Cada golpe no couro não é som. É chamado. É portão que abre. É ponte entre o que se vê e o que não se vê.
O rum não é instrumento. É voz ancestral de madeira e couro que só canta quando as mãos certas o tocam.
E o terreiro sabe disso.
As filhas se movem diferente. Os Orixás escutam diferente. O ar fica diferente.
Porque o Ogan não toca pra plateia. O Ogan toca pra entregar. E quem já esteve num terreiro quando um verdadeiro Ogan assume o rum… sabe que aquilo não se explica.Se sente. Feito de madeira, couro e axé — desde 1990.
Porque instrumento sagrado merece ser feito com reverência.
Atabaque Jair


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