INDUZINDO AO TRANSE
O movimento rítmico prolongado exige muito esforço muscular e logo começa a causar exaustão física e nervosa. Isto provoca um alto nível de álcalis no sangue, e que conduz a alcalose cerebral. "Sabemos - diz Sargant - que a alcalose cerebral tende a produzir transe e comportamento sugestionável. Sem dúvida, as batidas fortes com os pés e as danças rítmicas criariam mais ácido láctico no fluxo sanguíneo, por causa do excessivo esforço muscular envolvido.
Respiração anormal: A alcalose cerebral pode também ser provocada por uma respiração intensa e rítmica; nestes casos, o carbono, em um ácido, é eliminado do fluxo sanguíneo, e isto freqüentemente conduz à dissociação histérica e a estados de sugestionabilidade aumentada.
Brados e cantos prolongados: Podem produzir resultados semelhantes aos anteriores, ainda que menos acentuados. A menos que sejam muito exercitados, os cantores tendem a expirar mais ar do que inspiram e, em conseqüência, a concentração de CO2 nos alvéolos pulmonares e no sangue é aumentada, o que produzirá como já vimos uma redução da eficiência do cérebro tornando possíveis experiências de dissociação.
No canto do curandeiro, do feiticeiro, do conjurador de espíritos; no infindável entoar de salmos e sutras dos monges cristãos e budistas; nos gritos e gemidos, horas a fio, dos pregadores itinerantes... o propósito psico-quimico-fisiológico permanece constante: Aumentar a concentração de dióxido de carbono no organismo a fim de diminuir a eficiência da válvula redutora, o cérebro.
A diminuição desta eficiência no órgão diretor de nossa atividade consciente levará a uma queda da capacidade crítica e a um descenso da tensão intelectual, condições propícias para a entrada no transe.

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