Zélio Fernandino de Morais
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
domingo, 30 de novembro de 2025
Bebidas (O guia pode deixar o médium bêbado)
Essa dúvida é comum, e a resposta é simples: não. Nenhum guia de luz deixa um médium bêbado. Nenhuma entidade de Umbanda precisa de bebida alcoólica para trabalhar. O espírito que atua com luz, equilíbrio e consciência já transcendeu a necessidade de vícios terrenos.
Mas por que então alguns guias usam bebidas alcoólicas durante a gira?
A bebida é um elemento magístico, relacionada à manipulação de energias. O álcool, obtido de fontes naturais como a cana-de-açúcar e a uva, passa por fermentação ou destilação. Ele se torna o "fogo líquido", quente ao entrar no corpo, atuando na purificação dos chakras e limpeza do campo vibratório do médium.
Por exemplo, o vinho carrega a energia da uva, que ativa a autoestima, movimenta a vida e estimula a sexualidade sagrada, aquela que gera vida, prazer e força criativa. Por isso, bebidas assim são associadas a entidades como Exu e Pombagira, que trabalham essa energia de forma espiritualizada.
Quando um guia bebe através do médium, sabe a quantidade necessária para agir. O álcool é absorvido de forma consciente, usado como ferramenta energética, não para prazer carnal. Em muitos casos, nem é preciso ingerir só o cheiro ou contato com a pele já cumpre a função.
Se o médium passa do limite, se "enche o caneco" ou exagera, isso não é responsabilidade do guia. É o médium, consciente ou não, se aproveitando do transe para satisfazer seus desejos. Isso não é trabalho espiritual, é desvio de conduta.
Além disso, muitos médiuns não ficam bêbados na gira, mesmo consumindo certa quantidade. O calor do ambiente, a energia intensa, o tempo da incorporação e a alta temperatura corporal fazem o álcool evaporar mais rápido, por isso parece que "aguenta mais".
Mas isso não é milagre. É biologia. Se o médium sai da gira e continua bebendo como se nada tivesse acontecido, é preciso refletir. Pode haver vício disfarçado de religiosidade, o que é perigoso.
Resumindo: o guia não deixa o médium bêbado. Quem passa do ponto é o próprio médium. A bebida na Umbanda pode ser usada como instrumento de limpeza e equilíbrio, mas jamais desculpa para excessos.
-reinosdeumbanda-
Ectoplasma 6
A substância propriamente dita desprende-se de todo o corpo do médium, mas especialmente dos orifícios naturais e das extremidades do corpo; por exemplo: o vértex, os mamilos, as pontas dos dedos.
O mais frequente e fácil de observar é a saída pela boca; a substância é então vista exteriorizando-se, como vindo da face internadas bochechas, do palato mole e das gengivas. A substância apresenta-se sob aspectos variáveis: ora como uma pasta maleável - e esta é a mais característica - verdadeira massa protoplastica; ora como cordões de diferentes espessuras, com varetas finas e rígidas; às vezes, como uma fita larga e estendida; outras, como uma membrana; às vezes parece um tecido com listras e relevos, e cuja aparência geral lembra muito o epíploon.
Resumindo:
A substância é essencialmente amorfa, ou melhor, essencialmente polimorfa.
A abundância da substância exteriorizada é altamente variável: às vezes ínfima, outras vezes abundante, com todas as transições possíveis. Em certos casos, recobre completamente o médium, como um manto. A substância pode apresentar-se em três cores diferentes: branca, preta e cinza. A mais frequente é a branca, talvez por ser maisfácil de observar. Às vezes, há saída simultânea de substância de todas as três cores. A visibilidade da substância também é altamente variável. Essa visibilidade pode ser acentuada ou então diminuir lentamente, nas diferentes ocasiões.
No contato, a substância produz impressões variáveis; impressões que geralmente estão relacionadas à forma acidental que assume. Parece macia e um tanto elástica quando esticada; dura, nodosa ou fibrosa quando forma cordões.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Exú Abre Caminho
EXÚ ABRE CAMINHO
São um forte manifesto de fé e devoção a Exu, ao se colocar como "melhor amigo" e pedir por prosperidade, boa sorte, proteção, motivação, calma, confiança e evolução de caráter, você demonstra uma profunda conexão e confiança na energia de Exu.
O Significado da Devoção
Na Umbanda.
Exu é uma entidade de Umbanda e Orixá no Candomblé, e fundamentalmente associado à comunicação, aos caminhos, à abertura de oportunidades e à proteção.
Sua energia é dinâmica e transformadora. Ao buscar essa "amizade" e alinhar seus pedidos com os aspectos de Exu, você está, de fato, buscando:
* Prosperidade: Exu atua na remoção de obstáculos e na abertura de caminhos para o sucesso material e espiritual.
* Boa Sorte: Ele influencia a fluidez dos acontecimentos, ajudando a direcionar as energias para resultados favoráveis.
* Proteção: Exu é um guardião, afastando energias negativas e protegendo seus devotos.
* Motivação para a Vitória: Sua energia impulsiona a ação e a superação, elementos cruciais para alcançar objetivos.
* Calma e Confiança: A segurança em si e no caminho, mesmo diante de desafios, é algo que a energia de Exu pode auxiliar a fortalecer.
* Evolução para o Caráter: Exu também está ligado ao autoconhecimento e à transformação, contribuindo para o aprimoramento das virtudes.
A Força das Suas Palavras.
A repetição das frases e as saudações "Laroyê, Exu!" e "Exu é Mojubá!" reforçam a intensidade de sua invocação. Essas são expressões de respeito e reconhecimento da força e do poder de Exu.
Que sua fé seja recompensada e que Exu, em sua sabedoria e poder, continue a abrir seus caminhos e a guiar sua jornada.
Salve Exu Tranca Ruas, Embaré, Exu Marabô, Exu João Caveira e todos exus.
Espiritualidade não e Consolo é Ruptura
ESPIRITUALIDADE NÃO É CONSOLO,É RUPTURA
Não chega macia, não sopra brisa no rosto.
Ela vem como tempestade, como faca de dois gumes, como tambor que bate no peito e estoura o silêncio que você tentou manter por tempo demais.
Ela não quer teu conforto. Quer tua verdade.
Espiritualidade de raiz não tem verniz, não tem polidez.
Ela lambe tua ferida e te cospe de volta pra dentro de ti mesmo.
Te mostra o que você escondeu até de você.
Te arranca a máscara, quebra teu altar de vaidades e acende vela no teu medo.
Você não será abraçado de início, será desnudado.
Vai ouvir aquilo que evita.
Vai encarar o que foge.
Vai sangrar, antes de curar.
Os espíritos não vêm te agradar vêm te lembrar.
Te lembrar do barro que você é.
Do espírito que arde por trás da tua carne cansada.
Do pacto que tua alma fez antes de encarnar.
Não há caminho fácil.
Há encruzilhadas.
Há silêncio profundo seguido de grito.
Há dança no abismo.
Há gargalhada onde você queria chorar.
Você vai ser testado.
Vai ser confrontado.
Vai aprender que a fé real não cabe em palavras doces.
Fé é guerra interna.
É acender vela enquanto o mundo desaba.
É ouvir o chamado e responder, mesmo com as pernas tremendo.
Espiritualidade é visceral.
Não domesticada.
Não feita pra caber em templos de porcelana nem em frases de efeito.
Ela mora no terreiro da tua alma.
Ela habita a encruzilhada do teu ego com tua essência.
E só vai te guiar... se você tiver coragem de deixar tudo que é mentira morrer.
-João Caveira-
O Banho Ensinado por Chico Xavier
O banho ensinado por Chico Xavier para lavar todos os pensamentos negativos. Inspirado na higiene da alma que Chico Xavier tanto valorizava, o banho pode tornar-se um passe silencioso. Ao abrir o chuveiro, eleve o pensamento a Deus e peça amparo aos Bons Espíritos. Deixe a água cair. Imagine que cada fio d’água penetra os campos sutis, liberando cansaços. Respire: ao inspirar, acolha serenidade; ao expirar, permita que a ansiedade desça pelo ralo, levando preocupações, pressas e ruídos.
Concentre-se na nuca e nos ombros, onde a tensão se aloja. Visualize o medo como sombra que se desfaz; a culpa, como poeira que se desprende; a raiva, como carvão que, tocado pela água, volta a ser pedra inofensiva. Se alguma lembrança insistir, abençoe-a e diga: “agradeço a lição e sigo adiante”. O perdão, para si e para os outros, é o sabonete moral que limpa a consciência.
Agora, direcione a atenção ao coração. Sinta a temperatura que acolhe, a vibração que pacifica. Deseje o bem a quem convive com você; doe mentalmente vibrações de saúde aos enfermos, coragem aos desanimados e paz aos inquietos. O passe é circulação de amor: quanto mais você oferece, mais a vida reabastece. Antes de fechar o registro, faça uma prece breve: “Senhor, que a água que tocou meu corpo lave também meus pensamentos. Que eu saia deste banho com mãos úteis, palavras mansas e vontade firme de servir”.
Envolva-se numa toalha como quem veste nova atitude. Corpo limpo; alma leve. E, quando a rotina pedir prova, recorde a sensação da água: ela ensina que tudo passa e que, no fluxo da caridade, nos refazemos em silêncio.
Guarde esta paz!
Procedimento do Corpo Mediúnico
PROCEDIMENTO DO CORPO MEDIÚNICO NO TERREIRO
O MÉDIUM DEVE FICAR EM SILÊNCIO 15 MINUTOS ANTES DA GIRA.
1- Todo médium deverá chegar 15 minutos antes do início do trabalho, cruzando 3 vezes a porta de entrada.
Depois, dirigir-se á área sagrada, pedindo licença para entrar, dizendo " Pela santa cruz de Umbanda, pela fé do pai maior, saravá meu orixá, saravá".
A seguir, comprimentar o altar e suas divindades.
2- Comprimentar seus irmãos de fé, dirigindo-se para seu lugar, pedindo aos Orixás e Guias assistência e proteção nos trabalhos.
Ficar em meditação desde o início até o final da gira.
Lembre-se que a língua é a condenação da alma e que nunca se deve dar ouvidos a conversas-fiadas e fofocas. "Orai e vigiai" para que não ocorram fatos desagradáveis no terreiro.
3- Todos os médiuns iniciantes devem auxiliar como "cambonos" e os que não estiverem concentrados devem ficar atentos, pois são responsáveis pelo que vier a ocorrer por distração ou desleixo.
Ajudar é uma forma de aprender e evoluir.
Nós, mais que os guias, é que precisamos de doutrinação.
4- Procure ser um exemplo de paciência e compreensão, diante dos erros cometidos no terreiro.
O espírito não falha, a matéria é imperfeita. Não critique para não ser criticado. Com o mesmo peso que julgardes, sereis julgado.
5- É dever do médium não dar ouvidos a intrigas ou calúnias. Só as àrvores que geram frutos é que são apedrejadas. A calúnia, muitas vezes, é uma honra para quem a recebe. Nunca pare seu serviço por causa da calúnia, pois assim estará dando razão ao caluniador.
6- As duvidas que surgirem devem ser levadas ao conhecimento do Babalaô. Lembre-se da hierarquia e não dê o passo maior que a perna. Saiba aproveitar as oportunidades de evolução que os guias lhe põe no caminho.
7- O fator mais importante num trabalho é a disciplina.
8- Nunca pise num terreiro, antes de uma gira, sem ter feito seu banho de defesa ou firmado seu Anjo Guardião. As ervas mais comuns (sempre em número de tres) podem ser escolhidas entre: Alecrim, Guiné, Arruda, Manjericão, Boldo, Espada de São Jorge, Alfazema, Eucalípto, etc.
9- Não tome banho de defesa antes de um trabalho de Esquerda. Somente depois, faça um banho de descarrego com ervas e sal grosso.
10- Levemos sempre nosso pensamento a Zambi, permitindo que:
_A experiência de Obaluaê e Nanã
_A justiça de Xangô
_A força e determinação de Ogum e lansă
_A vitalidade e pureza de Oxossi
_A doçura e a calma de Iemanjá e Oxum
_A alegria de Cosme e Damião
_A humildade dos Pretos-Velhos estejam sempre convosco
Dicas Boas e Trágicas da Lua
Dicas Boas e Trágicas da Lua
1. No primeiro dia da Lua o teu sonhar será bom.
2. Todas as coisas que sonhares será verdade.
3. Semelhante não haverá nenhum efeito.
4. Será bom e haverá ótimo efeito.
5. Não te acontecerá coisa alguma e nem terá bom efeito.
6. Guarda bem e não revela a alguém os teus sonhos.
7. Será verdade o teu sonhado esteja alerta.
8. Terá qualquer efeito.
9. Aquele mesmo tu o verás.
10. Será verdade sucederás em alegrias.
11. Ao cabo de quatro dias verás o efeito.
12. O teu sonho será contrário.
13. Será verdade o que tem sonhado.
14. Verás muito tempo depois.
15. Entre os trinta dias verás o efeito do teu sonho.
16. Aquele que tem sonhado será acontecido.
17. Não o contarás senão ao terceiro dia.
18. Fará levar o efeito esteja em alerta.
19. Te fará ver alegria, repare bem.
20. Ao cabo de quatro dias verá por certo.
21. Não te fiará em teu sonho, será em vão.
22. Será entre pouco tempo verificado.
23. Entre três dias o teu sonho será explicado.
24. Te trará grandes alegrias.
25. Entre oito ou nove dias verás o efeito.
26. Será verdade esteja em alerta.
27. Te trará muito bem, com alegria.
28. Será verdade e trará vantagem.
29. Estarás certo, o teu sonho será verdade.
30. De manhã esteja em alerta, verás efeito.
Comece a contar da Lua Nova e veja quantos dias tem a Lua, veja o número da contagem; leia a interrogação que saberás o efeito dos teus sonhos.
Fé
Onde a fé faz morada, Deus faz um jardim.
A fé não elimina as nossas dúvidas, mas as coloca na direção mais próxima das respostas que procuramos.
A nossa fé pode mover montanhas e as nossas dúvida, podem criá-las,
Questione os seus medos antes de questionar a sua fé.
A fé é o pássaro que sente a luz quando a alvorada ainda está escura.
A fé em Deus nos motiva a sermos pessoas melhores. Acredite no seu potencial e agradeça sempre que tiver a oportunidade por estar vivo e ter os olhos do Senhor sobre os seus ombros.
Quando a última coisa que você tiver for fé, você vai descobrir que Deus era a única coisa que você precisava ter.
Médiuns Desistentes
É por causa disso que muitos médiuns desistem.
E não, não é falta de fé. Nem falta de guia.
Muitos abandonam o terreiro porque carregam uma expectativa irreal: acreditam que a mediunidade é um caminho fácil, sempre iluminado e cheio de respostas prontas. Mas a verdade é outra. Ser médium exige disciplina, constância, renúncia de vaidades e, acima de tudo, humildade para aceitar que nem tudo vai acontecer no seu tempo.
O problema é que, quando o ego se frustra, nasce a desistência.
O médium que busca apenas reconhecimento ou poder espiritual acaba se decepcionando, porque a mediunidade não está a serviço do status, está a serviço da cura, da comunidade e do coletivo.
Estude, reflita, para aprender a sustentar sua caminhada mediúnica com firmeza, clareza e verdade, sem cair nas ilusões que derrubam tantos no caminho.
Reflita,
Quantos já pararam porque não tiveram paciência de viver o processo?
Quantos esperaram grandes poderes em pouco tempo, mas não aceitaram os pequenos aprendizados que formam o verdadeiro axé?
O chão do terreiro é feito de persistência. O guia não precisa de um médium perfeito, precisa de um médium comprometido. E quando você entende isso, a desistência deixa de ser opção.
O que derruba não é a mediunidade. É a pressa, o ego e a comparação.
Autor Desconhecido
Desrespeito na Umbanda
DESRESPEITO NA UMBANDA
É preciso falar
Nenhum Preto Velho, Caboclo, Exu, Pombogira, Boiadeiro, Cigano, Marinheiro ou Malandro que trabalha dentro da lei divina da Umbanda faz o mal disfarçado de caridade.
Espírito de luz não ameaça, não passa a mão em ninguém, não beija, não cobra, não seduz, não impõe medo, não incentiva o vício, o adultério ou qualquer tipo de desrespeito.
Essas atitudes não são espirituais, são humanas. E quando um médium se permite mistificar, ele abre brecha para o que é baixo se manifestar em nome do que é sagrado.
Por isso, se você presenciar algo assim, não tenha dúvida: ali não há entidade de Umbanda, há desequilíbrio, vaidade e falta de preparo.
Os guias verdadeiros são humildes, respeitosos e pacientes.
Eles não se exaltam, não humilham, não se acham donos da verdade.
São mestres silenciosos que curam, ensinam e protegem com amor, e jamais precisam impor medo para serem ouvidos.
A mediunidade é uma dádiva, não um palco.
Quem usa esse dom para manipular, enganar ou se enaltecer está se afastando das forças que realmente sustentam a fé.
Cuidado com quem diz trabalhar com luz, mas age nas sombras.
Nem tudo que brilha vem de Deus.
reinosdeumbanda
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Mediunidade de Transporte(3)
Mediunidade de Transporte(3)
Na Umbanda, a mediunidade de transporte é a capacidade de um médium de servir como canal para que espíritos se desloquem de um local para outro, geralmente para realizar trabalhos de descarrego e limpeza espiritual. O médium oferece sua energia (ectoplasma) para auxiliar espíritos obsessores e desarmonizados a serem transferidos de onde perturbam para locais de tratamento. Esse tipo de mediunidade requer grande preparo e responsabilidade.
O médium de transporte age como uma "ponte energética", permitindo que espíritos que estão perturbando o plano físico sejam removidos e levados para o tratamento espiritual adequado. É essencial para as giras de descarrego, onde espíritos negativos, sofredores ou obsessores são "transportados" para que outros médiuns possam trabalhar com eles. Enquanto outros médiuns servem como canal para a incorporação de guias e para a comunicação, o médium de transporte tem um papel ativo na "movimentação" de espíritos e energias. Alguns relatos descrevem que o médium de transporte pode ter a capacidade de captar a "memória espiritual" de um local, objeto ou pessoa. Este tipo de mediunidade exige um desenvolvimento rigoroso para que o médium consiga realizar o trabalho sem prejuízos físicos e mentais, pois envolve lidar com energias densas.
O desenvolvimento cuidadoso e o estudo constante são cruciais para o médium de transporte, que pode se expor a energias densas e a espíritos mais desafiadores. Sem a devida proteção e preparo, o médium pode correr riscos de ser influenciado por espíritos obsessores que estejam sendo transportados. A proteção e o bom funcionamento dos transportados. A proteção e o bom funcionamento do trabalho dependem do acompanhamento dos dirigentes do terreiro.
Saravá a Luz e caridade
Saravá Umbanda
casapaiguine.umbanda
Porque a Yaô dorme na Esteira
Porque a Yaô dorme na esteira
Dormir na esteira representa o retorno do homem ao princípio da vida, reencontro com sua ancestralidade.
O Yaô dorme na esteira para ter contato com o elemento que lhe deu a vida a terra e também porque precisa esquecer a vaidade, as futilidades e os confortos modernos, pois está renascendo e precisa fazer de uma forma humilde, chamada de "decisão" na nação Bantu, de "Enin" na Yorubá, e de "Zocré" pelo povo Fom, as esteiras são feitas de palha, um dos emblemas de Obaluaê, para as obrigações de iniciação é normal o uso da esteira Nagô.
Nagô é aquela bem fina, confeccionada com a palha trançada, a esteira quando a pessoa está recolhida serve também como mesa porque nesse local o Yaô fará as suas refeições.
O Yaô precisa ter grande respeito pela sua esteira, nao devendo pisar nela e nem permitir que os outros façam, principalmente calçados, nossos mais velhos dizem que o Yaô come e dorme na esteira para que possa sentir-se parte mais integrante da natureza e dos Orixás.
domingo, 23 de novembro de 2025
Preceito
Na Umbanda, o preceito é de suma importância para a preparação e o alinhamento espiritual, tanto dos médiuns quanto dos frequentadores do terreiro. Ele é um conjunto de regras e práticas que antecedem os trabalhos e rituais espirituais, ajudando a harmonizar a energia dos participantes.
Alinhamento vibracional: O preceito ajuda a nivelar e ajustar a frequência e a vibração dos médiuns e dos participantes, preparando-os para a doação de energia durante os trabalhos.
Preparação mediúnica: Para os médiuns, o preceito é crucial para se tornarem um "canal limpo e estável" para a manifestação das entidades espirituais. A falta de preparo pode gerar interferências no campo energético, dificultando a incorporação.
Limpeza energética: As práticas do preceito, como os banhos de ervas, têm o objetivo de amenizar e sutilizar o campo energético, facilitando a conexão com o sagrado.
Evolução pessoal: O preceito não se limita aos rituais, mas também serve para a evolução individual do praticante. Ele proporciona um momento de reflexão e autoconexão.
Disciplina e respeito: A observância do preceito demonstra respeito pelos fundamentos da religião e pela espiritualidade. Seguir as orientações do dirigente espiritual é uma forma de honrar a hierarquia e a tradição do terreiro.
Saravá filhos de Santo
casapaiguine.umbanda
Incorporações Fracas
Muitos têm dito ultimamente: "As incorporações estão fracas" ou "Hoje já não se vê mais entidades como antigamente". Mas você já se perguntou o verdadeiro motivo disso?
Grande parte está na falta de responsabilidade, dedicação, equilíbrio e comprometimento do médium. Um médium que não leva sua mediunidade a sério, que não se compromete com o seu desenvolvimento espiritual, naturalmente terá uma ligação rasa com o plano espiritual.
A força de uma incorporação não está apenas no momento do transe, mas na forma como o médium conduz sua vida fora do terreiro. Um médium em desequilíbrio, desonesto, mentiroso, fofoqueiro, indisciplinado ou preso a vícios não consegue vibrar em sintonia com uma espiritualidade elevada.
A fonte pode ser pura, mas se o cano estiver sujo, a água sairá contaminada. Assim também é com a mediunidade: de nada adianta uma espiritualidade luminosa se o médium vibra na negatividade.
Beber até cair? Encher-se de álcool todo fim de semana?
Essas práticas precisam ficar no passado de quem realmente deseja ser um bom instrumento da espiritualidade.
O mesmo vale para o fumo, para os excessos na comida e para tudo que tira o equilíbrio do corpo e da mente.
O uso ritualístico é diferente do vício cotidiano, e as entidades sempre orientarão o médium sobre o que precisa ser transformado.
Se você trata sua roupa de terreiro com descuido, se negligencia os objetos de trabalho de suas entidades, se não faz o resguardo, se não busca ser uma pessoa melhor e chega ao terreiro de qualquer maneira, dificilmente terá uma incorporação firme.
Agora, se você cuida da sua roupa branca, organiza os instrumentos de suas entidades, prepara-se com antecedência, busca equilíbrio e deixa do lado de fora tudo o que não pertence à corrente espiritual, pode ter certeza: sua incorporação jamais será "fraca”.
Ninguém muda da noite para o dia, mas o caminho do aprimoramento é constante.
Incorporação não é brincadeira.
É compromisso, é renúncia e, acima de tudo, é respeito por todas as vidas que cruzam o caminho do médium.
reinosdeumbanda
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Ervas - Banho
VERDADE SOBRE OS BANHOS ENERGÉTICOS
Todo mundo já sabe que um banho de sal grosso ou de ervas ajuda a aliviar quando estamos carregados. Mas você sabia que isso só remove a camada mais grossa das energias negativas?
Essas cargas, chamadas de miasmas, muitas vezes se alimentam de memórias e sentimentos que você ainda carrega. Por exemplo: se você não perdoa seu ex, essa energia continua se nutrindo do ódio ou da mágoa. É como se fossem guardiões do lixo interno.
Quanto mais você limpa suas memórias e muda seus hábitos, mais você consegue se libertar desses parasitas energéticos. Não adianta só tomar banho de erva e continuar alimentando os miasmas com má alimentação ou emoções pesadas.
A verdadeira transformação vem quando corpo, mente e alma se alinham.
terça-feira, 18 de novembro de 2025
Respeito a Hierarquia
RESPEITO À HIERARQUIA
O respeito à hierarquia do terreiro de Umbanda é fundamental para a disciplina e o bom funcionamento da casa, baseando-se na liderança dos Babalorixá/lalorixá (Pai/Mãe de Santo) e Pai/Mãe Pequeno(a). A obediência deve ser refletida e consciente, não cega, e o respeito deve ser demonstrado a todos os membros e às normas estabelecidas, que visam o crescimento espiritual e a caridade.
Não cega significa que cada membro deve fazer observância serena das condutas de seus dirigentes, sem criar atritos ou desavenças. Entendendo que essas condutas não estejam alinhadas com os fundamentos da Umbanda de Luz, procure o dirigente, e sem qualquer crítica ou expressão de opinião contrária, peça licença para sair da corrente mediúnica e traçar uma nova rota em busca de outro local onde entenda ser melhor e que esteja de acordo com os ensinamentos do nosso Mestre Maior, Senhor Jesus Cristo. Levando sempre em conta que cada dirigente tem o livre arbítrio para tocar o Terreiro, e àqueles que escolheram permanecer e segui-lo também são livres.
Saber discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal ainda faz parte da grande escola humana, da qual todos nós fazemos parte, busquemos aprender o discernimento. Se fossemos realmente bons, mais evoluídos, mais capazes, mais puros, certamente não estaríamos encarnados aqui, mas sem dúvidas que em mundos de mais paz e felicidade.
Não julguemos, não condenemos à ninguém, porque sequer somos possuidores desse direito. A não nos sentirmos felizes ou confortáveis em determinado Terreiro, busquemos outro onde melhor possamos nos adaptar, e servir a Luz com alegria, disposição, sem críticas ou azedume.
Que Jesus abençoe a todos nós servidores da última hora.
Saravá Umbanda
casapaiguine.umbanda
Ombro a Ombro
OMBRO A OMBRO
O Gesto do cumprimento ombro-a-ombro realizado por um Guia espiritual possui um profundo significado doutrinário, simbólico e energético. Trata-se de uma saudação que transcende o simples contato físico, representando um ato de reconhecimento e irmandade espiritual entre a Entidade e que é por ela saudado.
Quando um Guia toca ou encosta seu ombro no ombro de um consulente ou assistente, ele manifesta o Mistério da Igualdade Divina, princípio que rege a relação fraterna entre todos os seres perante Deus. Esse gesto expressa que, diante da Lei Maior e da Justiça Divina, não há superioridade nem inferioridade espiritual, apenas diferentes estágios de consciência e evolução. Assim, o Guia não se coloca acima do ser humano, mas ao seu lado, compartilhando o mesmo campo de forças e reconhecendo-o como parte integrante do Todo Sagrado.
Na linguagem vibratória dos Mistérios, o ombro-direito representa as forças da direita, ligadas à irradiação da Justiça, da Ordem e da Razão Divina; já o ombro-esquerdo expressa as forças da esquerda, associadas à Lei, à Defesa e ao Magnetismo da Sustentação. Ao bater ombro com o médium ou consulente, o Guia realiza, em um único gesto, a saudação e o equilíbrio entre as duas polaridades,reconhecendo e harmonizando as forças da direita e da esquerda que sustentam a existência de todo ser.
Esse cumprimento, portanto, é um ato de consagração da igualdade espiritual, um reconhecimento das forças divinas que habitam em cada um e uma reafirmação do princípio umbandista de que somos todos filhos do mesmo Criador, servindo sob diferentes expressões da Luz, mas unidos pela mesma Verdade Universal.
Assim, o ombro-a-ombro é mais do que um símbolo de amizade,é um selo energético de respeito, harmonia e comunhão entre os planos espiritual e material, firmado na força da Lei e no Amor que rege o Mistério da Umbanda.
Pai Ricardo
Tocar o Solo
TOCAR O SOLO
Tocar o solo sagrado é um gesto ancestral que vem do povo nagô. É um ato de reverência e de fé, uma forma de reconhecer a Terra como o ponto de encontro entre o humano e o divino.
Ao tocar o chão, reafirmamos nossa ligação com os Orixás e com os ancestrais que nos sustentam.
Cada toque é uma saudação, um agradecimento e um pedido de força.
É o corpo dizendo o que a alma sente: "Cumpra-se o que vem do Sagrado
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