segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Os Dragões (Mediunidade - trecho da página 151)


Os Dragões (trecho da página 151)

— O corpo é o campo que retrata com fidelidade os reflexos de nossa intimidade profunda. Sem ele não nos lançaríamos ao mundo das oposições, permanecendo estacionados nas experiências ilusórias da ansiedade e da acomodação, elegendo o menor esforço como sinônimo de sossego e paz interior.
Espíritos arrependidos como Matias não retiram tanto proveito de malformações físicas. Do que mais necessitam é da luta com as malformações psíquicas. Para isso, nada melhor que o retorno acrescido de uma condição que lhes permita trânsito livre pelas várias camadas da vida mental, sem que isso os desequilibre. — E como isso é possível? — Dando-lhe um escafandro com o qual possa mergulhar nas partes mais sombrias de si mesmo sem se perturbar. Esse escafandro é a MEDIUNIDADE, a mais cristalina fonte de autoconhecimento e auto revelação. Ela funciona como um espelho cravado no solo da vida mental, obrigando seu portador a se olhar ininterruptamente. Os médiuns, comumente, são almas que não olham para dentro, de si mesmos há milênios. A mediunidade é uma força de atração para dentro estimulando o processamento íntimo de tudo aquilo que o médium percebe, com amplitude do lado de fora. É uma legítima antena "puxando" de fora para dentro e integrando o médium, de forma educativa, na larga capacidade de percepção da vida que lhe permite a sua faculdade espiritual.
Ele terá também a bênção da Doutrina Espírita para guiar seus roteiros de reparação e crescimento íntimo. Em plena juventude conhecerá bons grupos e, certamente, despertará uma clara necessidade de investir nas questões da alma.

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